Liberação de gás metano armazenado no Ártico é desencadeada, o que pode acelerar o aquecimento global, dizem cientistas

O gás metano, que tem um efeito 80 vez mais forte que o dióxido de carbono no aquecimento do planeta, começou a ser liberado devido ao aumento da temperatura na região do Mar de Laptev, na Rússia

Gelo no Ártico vem diminuindo com o aquecimento global
Gelo no Ártico vem diminuindo com o aquecimento global (Foto: Divulgação)
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247 - Cientistas de diversos países reunidos em uma expedição no Ártico revelaram que o aumento das temperaturas na região do Mar de Laptev, na Rússia, pode desencadear um processo catastrófico para o meio ambiente. Segundo eles, caso os depósitos congelados de gás metano derretam, o aquecimento global poderá ser acelerado. 

O gás metano, como apontado no jornal inglês The Guardian, é 80 vezes mais prejudicial ao meio ambiente que o dióxido de carbono. No Mar de Laptev, os cientistas encontraram depositados 300 metros abaixo do nível do mar concentrações do gás 400 vezes acima dos níveis normais.

O cientista chefe da expedição, Igor Semiletov, da Academia Russa de Ciências, expressou uma mistura de preocupação com cautela. Para ele, de fato, a liberação do gás é “significativamente maior” do que qualquer achado anterior.

“Esta é uma nova página. Potencialmente, eles [os gases descobertos] podem ter consequências sérias para o meio ambiente, mas precisamos de mais estudo antes que possamos confirmar isso”, disse o cientista. 

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