Machado: "é mais complicado administrar Aracaju do que o Estado"

Ao fazer um balanço do primeiro ano de gestão João Alves Filho (DEM) na Prefeitura Municipal, o vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB) disse que não tinha ideia de como é difícil administrar a capital sergipana; ele volta a falar sobre a dívida de R$ 100 milhões deixada pela gestão passada e reconhece que  foram poucos os avanços, principalmente pelo fato de a Justiça ter proibido a implantação das Organizações Sociais, as OS, que administraria os postos de saúde e UPAs

Ao fazer um balanço do primeiro ano de gestão João Alves Filho (DEM) na Prefeitura Municipal, o vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB) disse que não tinha ideia de como é difícil administrar a capital sergipana; ele volta a falar sobre a dívida de R$ 100 milhões deixada pela gestão passada e reconhece que  foram poucos os avanços, principalmente pelo fato de a Justiça ter proibido a implantação das Organizações Sociais, as OS, que administraria os postos de saúde e UPAs
Ao fazer um balanço do primeiro ano de gestão João Alves Filho (DEM) na Prefeitura Municipal, o vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB) disse que não tinha ideia de como é difícil administrar a capital sergipana; ele volta a falar sobre a dívida de R$ 100 milhões deixada pela gestão passada e reconhece que  foram poucos os avanços, principalmente pelo fato de a Justiça ter proibido a implantação das Organizações Sociais, as OS, que administraria os postos de saúde e UPAs (Foto: Valter Lima)

Rita Oliveira, do Jornal do Dia - Ao fazer um balanço do primeiro ano de gestão João Alves Filho (DEM) na Prefeitura Municipal, o vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB) disse que não tinha ideia de como é difícil administrar a capital sergipana. "É mais complicado administrar Aracaju que o Estado. As demandas aparecem a toda hora", avalia.

Machado cita como exemplo o fato do número de ruas pavimentadas em Aracaju ser o dobro da extensão das rodovias no Estado. "Sem falar que o tráfego é mais intenso, com um custo maior para manter a obra", afirma.
"Uma empreitada de administrar Aracaju como essa corresponde a administrar um condomínio complicado e com serviços deficientes. O gestor faz uma obra, mas se deixar um buraco na porta, ninguém verá a obra, só o buraco. Um posto de saúde tem 10 médicos, mas se faltar um a população só vê o médico que faltou e não os nove que estão trabalhando", avalia.

Além dessa realidade, segundo Machado, teve a dívida herdada do município superior a R$ 100 milhões. "Esse dinheiro, que é maior que a receita mensal do município proveniente da fonte do tesouro, teve que ser pago. Sem falar no esforço grande que teve de ser feito para pagar o 13º salário dos servidores e a folha de dezembro dentro do mês, e suprir os almoxarifados com os medicamentos necessários".

Outra dificuldade apontada pelo vice-prefeito está relacionada às obras paradas que encontraram em janeiro, quando assumiram a Prefeitura de Aracaju. "Em novembro de 2012, antes do antecessor deixar a prefeitura, vários contratos foram reincididos, deixando o município em dificuldade", diz Machado.

Ele reconhece que na área de saúde foram poucos os avanços, principalmente pelo fato de a Justiça ter proibido a implantação das Organizações Sociais, as OS, que administraria os postos de saúde e UPAs.

Machado lamenta outras dificuldades enfrentadas na gestão do prefeito João Alves Filho por conta da interferência do Ministério Público. "Este ano o Ministério Público acionou a prefeitura mais vezes que nos últimos 12 anos. Compreendo o papel do Ministério Público, mas tem coisas que dificultam a administração. Um exemplo disso é a proibição da implantação das OS, que em Salvador funcionam muito bem, e da suspensão das obras da 13 de Julho. É grande o entrave burocrático, lamenta".

Apesar dessas dificuldades, o ano de 2013 foi positivo na avaliação de Machado. "Houve avanços nas obras emperradas e na educação, e resolvemos o problema do transporte público com a vinda para Sergipe da empresa Atalaia. O que me tranquiliza é a disposição de João Alves para trabalhar, dele reconhecer os problemas e que é devedor da população de Aracaju".

Para o vice-prefeito, João Alves sabe dos compromissos com a população. Cita como exemplo a implantação do BRT, para resolver o problema de mobilidade urbana; a reconstrução de terminais de ônibus e abrigos, para proporcionar maior conforto a população; e que tem de resolver a situação da área de expansão para definir de uma vez se fica com São Cristovão ou Aracaju. "Temos muito trabalho pela frente e os desafios são muitos. Não adianta reclamar, mas buscar alternativas. Temos de fazer de um limão uma limonada", avalia.

Ao ser questionado se o fato de João Alves está ciente desses compromissos é um indício dele permanecer prefeito, Machado diz: são 50% de chance de João Alves continuar prefeito e 50% de chance dele renunciar para disputar o governo.

Indefinição
Segundo o vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB), se João Alves Filho (DEM) renunciar ao mandato de prefeito de Aracaju em março de 2014 para disputar o mandato de governador, o seu caminho político está definido, ou seja, ser o prefeito de Aracaju. Mas se João decidir ficar, ele pode ser ou não candidato a deputado estadual ou deputado federal por opção ou até senador se for designado para isso.

Preocupação
"Estou preocupado com o que vi na confraternização do PSDB no último sábado. Todos me perguntando a que eu seria candidato em 2014 e dizendo que se fosse teriam que acertar compromissos comigo. Hoje o meu futuro político está atrelado ao de João Alves. Se ele for candidato vou ter que assumir a prefeitura", afirma, enfatizando que precisa ter uma conversa com o prefeito nesse sentido.

 

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