Mãe de Eliza Samúdio volta a recorrer contra soltura de Bruno

Sônia de Fátima de Moura, mãe de Eliza Samudio, recorreu novamente à Justiça contra a soltura do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos de prisão pela morte de sua ex-esposa; ela pede que o ministro do STF Marco Aurélio Mello reconsidere a decisão que manteve Bruno em liberdade e que o recurso seja apreciado pelo colegiado de ministros; no primeiro recurso, negado pelo ministro, a mãe de Eliza afirmou que a liberdade de Bruno "põe em risco a segurança e paz social, além de sua própria integridade física e de seu neto, filho de Bruno com Eliza"; também classificou Bruno como uma "pessoa fria, violenta e dissimulada"

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AFP PHOTO / CRISTIANE MATTOS (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - Sônia de Fátima de Moura, mãe de Eliza Samudio, recorreu novamente à Justiça contra a soltura do goleiro Bruno Fernandes, condenado em 2010 a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte de sua ex-esposa. Por meio da advogada Maria Lúcia Borges Gomes, ela pede que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello reconsidere a decisão que manteve Bruno em liberdade e que o recurso seja apreciado pelo colegiado de ministros.

"Requer-se à Vossa Excelência a reconsideração da decisão agravada; se esse não for o caso, que Vossa Excelência coloque o feito em mesa, a fim de que o órgão colegiado possa examinar o recurso de agravo e, ao final , dar - lhe provimento, reformando a decisão monocrática agravada [...]", diz trecho do recurso, com data de 17 de março, segundo o G1. O ministro Marco Aurélio Mello rejeitou, no dia 10 de março, o primeiro recurso apresentado pela mãe de Eliza.

De acordo com a defensora, a possibilidade de o réu recorrer em liberdade estimula a continuidade de uma série de recursos em tribunais superiores. A advogado afirmou que "não pode ser ignorada a necessidade de se garantir a ordem pública pela gravidade concreta do delito e, ainda, pelo clamor social revelado, in casu, mal interpretada pelo decisão combatida".

Bruno foi libertado no dia 24 de fevereiro deste ano em consequência de habeas corpus. Uma das turmas do STF, que tem cinco ministros, analisará a decisão monocrática do magistrado; Antes, a Procuradoria Geral da República se manifestará.

O goleiro ficou preso em regime fechado durante 6 anos e 7 meses preventivamente (prisão sem tempo determinado). Dias depois de deixar a prisão, Bruno retornou ao futebol contratado pelo clube mineiro Boa Esporte. Na data da apresentação do jogador, houve protesto de mulheres em Varginha, no Sul de MG.

Primeiro recurso 

No primeiro recurso, negado por Marco Aurélio, a mãe de Eliza afirmou que a liberdade de Bruno "põe em risco a segurança e paz social, além de sua própria integridade física e de seu neto, filho de Bruno com Eliza". "O paciente [goleiro Bruno] não só oferece risco, como também já manifestou seu interesse que colocar as mãos na vítima Bruno Samudio de Souza [filho do goleiro com Eliza] e, teme a embargante [Sônia] que possa ocorrer com seu neto e consigo mesma, o que aconteceu com sua filha, ser morta”, diz o recurso.

Segundo a mãe de Eliza, Bruno não foi apenas condenado por mandar matar a ex-companheira, mas também por ter batido e prendido ela quando estava grávida - o corpo de Eliza nunca foi encontrado.

Sônia afirmou que o goleiro é "pessoa fria, violenta e dissimulada" e que sua personalidade é "desvirtuada" e "foge dos padrões mínimos de normalidade".

"Visível a demonstração de que o paciente, quanto sentir-se seguro, calculista e frio, bastando apenas, analisar suas declarações em rede nacional de televisão : ‘que mesmo que existisse prisão perpetua no Brasil , nem isso, traria a vitima de volta'", diz a peça.

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