Marconi debate projetos para evolução de Goiânia

Capital vai ganhar um parque estadual na região da Serrinha e o projeto de viabilidade técnica do trem de passageiros e cargas que ligará a capital e Brasília (DF) será apresentado no próximo dia 10; os anúncios foram feitos nesta quarta-feira pelo governador Marconi Perillo, durante o 10º e último fórum de 2015 do projeto Agenda Goiás, realizado em Goiânia, sob o tema Desenvolvimento Urbano; evento buscou debater propostas e sugestões para incrementar o desenvolvimento na região Metropolitana da Capital; os 10 fóruns contaram com a participação de prefeitos, empresários e especialistas, e tiveram o objetivo de elencar projetos que agreguem competitividade a todas as regiões do Estado nos próximos 10 anos

Capital vai ganhar um parque estadual na região da Serrinha e o projeto de viabilidade técnica do trem de passageiros e cargas que ligará a capital e Brasília (DF) será apresentado no próximo dia 10; os anúncios foram feitos nesta quarta-feira pelo governador Marconi Perillo, durante o 10º e último fórum de 2015 do projeto Agenda Goiás, realizado em Goiânia, sob o tema Desenvolvimento Urbano; evento buscou debater propostas e sugestões para incrementar o desenvolvimento na região Metropolitana da Capital; os 10 fóruns contaram com a participação de prefeitos, empresários e especialistas, e tiveram o objetivo de elencar projetos que agreguem competitividade a todas as regiões do Estado nos próximos 10 anos
Capital vai ganhar um parque estadual na região da Serrinha e o projeto de viabilidade técnica do trem de passageiros e cargas que ligará a capital e Brasília (DF) será apresentado no próximo dia 10; os anúncios foram feitos nesta quarta-feira pelo governador Marconi Perillo, durante o 10º e último fórum de 2015 do projeto Agenda Goiás, realizado em Goiânia, sob o tema Desenvolvimento Urbano; evento buscou debater propostas e sugestões para incrementar o desenvolvimento na região Metropolitana da Capital; os 10 fóruns contaram com a participação de prefeitos, empresários e especialistas, e tiveram o objetivo de elencar projetos que agreguem competitividade a todas as regiões do Estado nos próximos 10 anos (Foto: José Barbacena)
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Goiás 247 - Goiânia vai ganhar um parque estadual na região da Serrinha e o projeto de viabilidade técnica do trem de passageiros e cargas que ligará a capital e Brasília (DF) será apresentado no próximo dia 10. Os anúncios foram feitos nesta quarta-feira pelo governador Marconi Perillo, durante o 10º e último fórum de 2015 do projeto Agenda Goiás, realizado no salão do Hotel Mercure, em Goiânia, sob o tema Desenvolvimento Urbano.

O evento buscou debater propostas e sugestões para incrementar o desenvolvimento na região Metropolitana da capital. Os 10 fóruns contaram com a participação de prefeitos, empresários e especialistas, e tiveram o objetivo de elencar projetos que agreguem competitividade a todas as regiões do Estado nos próximos 10 anos.

Como forma de garantir o desenvolvimento sustentável da região, Marconi afirmou que vai encaminhar o projeto de criação do Parque Estadual da Serrinha, na Região Sul da capital, nas proximidades da divisa com Aparecida, nos próximos dias. “A requalificação e o desenvolvimento das cidades passam pela criação de novos parques. Agora mesmo, vou encaminhar o decreto de criação do Parque Estadual da Serrinha para a Casa Civil”, destacou. Um dos pontos mais altos da capital, o parque contará com pista de cooper, iluminação e trilhas, dentre outros logradouros.

Ele disse ainda que o desenvolvimento urbano sustentável é um tema desafiador para todos os governantes hoje. Mas que, com planejamento e parceria, é possível avançar. Um dos exemplos está no processo que viabilizará a ligação férrea entre Goiânia e Brasília (DF).

“Vamos receber concluído, no próximo dia 10, na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o Evetea (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) do trem que vai ligar as duas regiões metropolitanas mais importantes de Goiás, depois de mais de cinco anos. Com o Evetea e a sinalização de uma PPP (Parceria Público Privada), vamos nos debruçar nos próximos anos em relação ao projeto executivo, a licitação e recursos públicos para executar este projeto”, afirmou.

Ele destacou, ainda, a preocupação do governo do Estado para o andamento dos projetos de saneamento e de mobilidade urbana. “Há 15 anos, Goiânia não contava com o tratamento de efluentes. Todo esgoto coletado era depositado nos leitos dos córregos, rios e mananciais. Viabilizamos a ETE. Neste ano, estamos com 90% de esgoto coletado sendo tratado, principalmente com a expansão do serviço na região Noroeste da capital”, observou.

Sobre mobilidade, anunciou a inclusão do VLT no PAC. “A modernização do Eixo Anhanguera tem compromisso do ministro Kassab e da coordenação do PAC de inclusão do VLT de Goiânia no PAC de mobilidade”, frisou.

Cenário

Marconi lembrou ainda o salto em desenvolvimento registrado por Goiás após a primeira edição do Agenda Goiás, em 2005. “Há 10 anos, imaginávamos bons resultados, mas não tão expressivos como os ocorridos. Nosso PIB era de R$ 50,5 bilhões. Em 2013, saltamos para R$ 151 bilhões. Em apenas oito anos, aumentamos R$ 100 bilhões. Neste ano de 2015, devemos chegar a R$ 165 ou 170 bilhões. Este foi um crescimento extraordinário. Mas não foi só a riqueza. Nos últimos dez anos, Goiás foi o Estado que mais reduziu as diferenças sociais. Entre os 20% mais ricos, o ganho foi de 3,3 vezes. Entre os 20% mais pobres, o ganho foi 7,5 vezes. Diminuímos as discrepâncias”, mostrou.

Ao comentar a evolução dos indicadores do Estado, ele disse que as exportações foram multiplicadas, o processo de industrialização e prestação de serviços acelerados, com o nascimentos de start ups, arranjos produtivos locais e parques tecnológicos.

“É por isso que devemos continuar. Participei de nove dos 10 encontros desta agenda. Devido a sua importância, precisamos, no próximo ano, agregar as 17 metas do milênio, como o fórum das águas. Este é um desafio que vai integrar todos os atores do nosso Estado. E, claro, precisamos transformar esse planejamento em ação”, anunciou.

Segundo o governador, é preciso que os temas de adensamento urbano e do uso do solo, que integram os debates mais importantes da atualidade, assim como o dos transportes, não deixem de ser debatidos.

“O desafio de uma Saúde humanizada, incluindo a atenção básica, e de uma Educação focada no futuro tem de ser enfrentado. Quanto à Educação, independente se o instrumento será OS ou não, precisamos pensar em algo que signifique avanço na prestação de serviços ao usuário. A Saúde a cargo do governo estadual já é humanizada. Isso está testado e aprovado. Nosso desafio é de oferecermos uma educação libertadora e pública, mas de qualidade e focada no futuro”, acentuou.

Agenda

Realização do jornal O Popular, com apoio do governo de Goiás, o Agenda Goiás é focado em três eixos principais: qualidade de vida, competitividade e gestão de resultados. O objetivo é buscar junto aos agentes públicos e à sociedade sugestões de políticas públicas para elaborar uma agenda estratégica para a próxima década.

As outras nove cidades-polo que receberam o programa foram: Rio Verde (com o tema Desenvolvimento Econômico), Formosa (Proteção Social), Itumbiara (Gestão Pública), Catalão (Educação), São Luís de Montes Belos (Segurança Pública), Aruanã (Meio Ambiente), Porangatu (Saúde), Luziânia (Parcerias Público-Privadas) e Anápolis (Infraestrutura e Logística).

O presidente do Grupo Jaime Câmara, Cristiano Câmara, avaliou o encerramento desta 2ª edição como “um sucesso”. “Um dos objetivos é construir condições favoráveis ao ambiente da competitividade e promover a integração com a população, para melhorar as políticas públicas. Conseguimos avançar. Mas podemos ir além. Junto do Consórcio Brasil Central, do Inova Goiás, que prevê R$ 1,17 bilhão de investimentos em tecnologia, e do Goiás Mais Competitivo, vamos conseguir colocar Goiás entre os Estados mais competitivos até 2018”, avaliou.

O secretário de Meio Ambiente, Vilmar Rocha, por sua vez, destacou que o governo tem um acordo com a UFG para impulsionar um plano de desenvolvimento da região Metropolitana, que será concluído em 2016. “Antes do término, já vamos encaminhar ações. Já temos recurso da Caixa Econômica Federal e Ministério das Cidades para assinar a licitação do projeto do BRT do terminal Veiga Jardim até o Terminal do Cruzeiro, em Aparecida. Serão 5 quilômetros. A solução para mobilidade nas cidades do mundo é o metrô. Mas não fizemos essa opção no Brasil. VLT, assim como o metrô, é caro e demorado. Acredito que a opção é o BRT”, disse.

O presidente do Sebrae, Igor Montenegro, afirmou que, apesar do momento difícil, é preciso ter esperança no futuro. Segundo ele, Goiás tem um papel fundamental no desenvolvimento da economia mundial. “Precisamos reconhecer o nosso gigantismo, para falar de futuro. A população global continuará crescendo. Os alimentos vêm das áreas de expansão agrícola, principalmente da Região Central do Brasil. Nós vamos contribuir para que o mundo seja alimentado. Isso vai fazer parte do desenvolvimento econômico mundial. Somos uma região estratégica para o país e para o mundo. Precisamos de nos apropriar desse discurso cada vez mais. O mundo quer regiões onde haja sanidade de alimentos. Precisamos prover isso.”

O secretário de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto, destacou em sua fala que o momento é de planejar ações para ocupar os espaços e aproveitar estas discussões. “A mobilidade urbana e a poluição visual, por exemplo, são debates que precisam ser feitos. 60% do nosso PIB é de serviços. Ou seja, a riqueza acontece nas cidades, que podem ser fonte de prosperidade de econômica, se tivermos uma plano”, afirmou.

A palestrante Erika Cristine Kneib disse que a ocupação territorial dispersa, como ocorreu ao longo dos anos em Goiânia e em vários municípios de sua região Metropolitana, encarece sobremaneira o transporte público, amplifica a desigualdade social e traz uma série de consequências negativas com custos sociais muito altos.

“Já a compacidade urbana, que é o contrário, com o desenvolvimento orientado ao transporte, leva à sustentabilidade. O Plano Diretor de Goiânia, lei que orienta o crescimento especial da cidade e seu desenvolvimento, privilegia o transporte público e o adensamento populacional ao longo dos eixos de transporte, mas apenas isso não é suficiente”, observou.

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