Marconi exalta liderança de Levy para convalidar incentivos fiscais

Durante reunião do Confaz, em Goiânia, governador Marconi Perillo disse acreditar que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy vai conseguir liderar consenso entre Estados brasileiros para aprovação da convalidação dos incentivos fiscais e colocar fim à guerra fiscal; "A gente confia na liderança do ministro. Nós precisamos, é claro, aprofundar os ajustes para que a economia brasileira volte a um círculo virtuoso de prosperidade e desenvolvimento", afirmou  

Durante reunião do Confaz, em Goiânia, governador Marconi Perillo disse acreditar que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy vai conseguir liderar consenso entre Estados brasileiros para aprovação da convalidação dos incentivos fiscais e colocar fim à guerra fiscal; "A gente confia na liderança do ministro. Nós precisamos, é claro, aprofundar os ajustes para que a economia brasileira volte a um círculo virtuoso de prosperidade e desenvolvimento", afirmou
 
Durante reunião do Confaz, em Goiânia, governador Marconi Perillo disse acreditar que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy vai conseguir liderar consenso entre Estados brasileiros para aprovação da convalidação dos incentivos fiscais e colocar fim à guerra fiscal; "A gente confia na liderança do ministro. Nós precisamos, é claro, aprofundar os ajustes para que a economia brasileira volte a um círculo virtuoso de prosperidade e desenvolvimento", afirmou   (Foto: José Barbacena)
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Goiás 247 - O governador Marconi Perillo disse acreditar que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguirá liderar um consenso entre os Estados brasileiros para aprovação da convalidação dos incentivos fiscais, objetivando o fim da guerra fiscal no país. A declaração foi dada durante a 156ª reunião ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), realizada no Castro’s Park Hotel, em Goiânia, nesta sexta-feira O encontro marca a primeira reunião do Conselho em 2015 e a segunda vez em que a Capital sedia assembleia da entidade. O governo de Goiás propôs um pacote de medidas para a apreciação.

“O senhor e a sua equipe econômica têm a nossa confiança. Nós acreditamos na sua liderança, seriedade e respeitabilidade. Nós temos também clara confiança de que o que será iniciado aqui hoje terá prosseguimento em muitas outras rodadas de conversações, de diálogo, até que possamos finalmente chegar à convergência, ao entendimento e ao consenso”, disse o governador.

Em entrevista, Marconi reforçou o posicionamento: “O ministro vai liderar, com certeza pela força que tem, todo o esforço em relação à convalidação dos incentivos, da remissão e também com relação ao futuro dos incentivos no país, que é o que está sendo chamado de convergência”.

Marconi afiançou que vê disposição do governo federal em abraçar a luta pelo fim da guerra fiscal no país. “A gente confia na liderança do ministro. Nós precisamos, é claro, aprofundar os ajustes para que a economia brasileira volte a um círculo virtuoso de prosperidade e desenvolvimento”. 

Em discurso na abertura do evento, a secretária de Estado da Fazenda, Ana Carla Abrão, explicou que o pacote proposto por Goiás para votação entre os Estados engloba três medidas: a convalidação dos benefícios fiscais, a convergência das alíquotas interestaduais e a criação dos fundos da União que permitirão a neutralização das perdas e a equalização das diferenças e desvantagens regionais, sendo eles o Fundo de Compensação e o Fundo de Infraestrutura.

“Nessa discussão há três eixos fundamentais. O primeiro deles é a necessidade de reconhecimento dos benefícios concedidos até aqui. A convalidação, a remissão e o período de transição para os incentivos já dados são peças fundamentais na busca de um caminho para novos avanços. A credibilidade, a segurança jurídica e o respeito aos contratos devem ser o ponto de partida para que um novo capítulo de discussão seja aberto. E isso só se dá com o reconhecimento da legitimidade da política de incentivos adotada pelos Estados”, disse a secretária.

Joaquim Levy afirmou que, diante da estratégia nacional de diminuir as incertezas que atrasam o desenvolvimento e crescimento econômico do país, as ferramentas que foram usadas pelos Estados no passado tendem a ser reconhecidas. “Se nós conseguirmos desenhar o futuro, há uma predisposição de fazer exatamente a remissão do passado”, disse o ministro em referência à convalidação dos benefícios fiscais. Ele declarou também que é preciso avançar na discussão sobre a convergência das alíquotas interestaduais, mas propôs que a convergência deva ser gradual.

Quanto à criação dos fundos de compensação, Levy disse que a orientação do governo federal é para dar segurança aos Estados. “A União, dentro da sua realidade fiscal, não vai virar as costas nesse momento. Mas nós precisamos fazer isso rápido. Nós temos um momento muito importante, temos o posicionamento dos tribunais, que consideram que a insegurança jurídica hoje não é mais suportável. O importante é começar. O prazo para chegar ao final pode ser discutido”, declarou, reforçando a necessidade de resolver junto aos Estados o impasse e inserir o Brasil na rota do crescimento, destravando os investimentos.

Marconi afirmou que, caso o pacote de medidas proposto pelo governo seja aprovado, não acredita que Goiás sofrerá queda na arrecadação. “Se o acordo for bem construído, nós não vamos perder. Nós vamos convalidar tudo o que já passou e vamos garantir por alguns anos, aproximadamente 15 anos, os incentivos. As alíquotas é que vão baixando ano a ano até chegarmos a uma diferença de 7% para os Estados em desenvolvimento e de 4% para os Estados desenvolvidos. É claro que os Estados desenvolvidos não querem isso, querem uma alíquota única de 4%. São Paulo e Paraná defendem isso. Mas nós jamais aceitaríamos esse tipo de coisa, porque isso seria um tiro nas economias emergentes do país”, explicou.

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