Marconi lidera prefeitos em “guerra” contra o aedes

Governador conclamou os prefeitos goianos para uma “guerra” contra o mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, chicungunya e zika, no lançamento do movimento “Goiás Contra o Aedes”, na manhã de desta terça-feira; "Eu tive dengue, no início de 2012, fiquei dez dias sem sair de casa. É horrível. E pode matar”, alertou; Marconi confirmou publicação do decreto que oficializa ações contra o mosquito e garantiu R$ 10 milhões para ações emergenciais  

Governador conclamou os prefeitos goianos para uma “guerra” contra o mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, chicungunya e zika, no lançamento do movimento “Goiás Contra o Aedes”, na manhã de desta terça-feira; "Eu tive dengue, no início de 2012, fiquei dez dias sem sair de casa. É horrível. E pode matar”, alertou; Marconi confirmou publicação do decreto que oficializa ações contra o mosquito e garantiu R$ 10 milhões para ações emergenciais
 
Governador conclamou os prefeitos goianos para uma “guerra” contra o mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, chicungunya e zika, no lançamento do movimento “Goiás Contra o Aedes”, na manhã de desta terça-feira; "Eu tive dengue, no início de 2012, fiquei dez dias sem sair de casa. É horrível. E pode matar”, alertou; Marconi confirmou publicação do decreto que oficializa ações contra o mosquito e garantiu R$ 10 milhões para ações emergenciais   (Foto: José Barbacena)
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Goiás 247 - O governador Marconi Perillo conclamou os prefeitos goianos para uma “guerra” contra o mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, chicungunya e zika, no lançamento do movimento “Goiás Contra o Aedes”, na manhã de desta terça-feira, no auditório da Celg, no Jardim Goiás. “Eu tive dengue, no início de 2012, fiquei dez dias sem sair de casa. É horrível. E pode matar”, alertou.

Marconi elogiou os prefeitos que conseguiram sucesso no combate ao mosquito e afirmou estar cumprindo o dever de mobilizar todos, numa ação que é também nacional. Entre as ações está a assinatura do decreto que declara Emergência em Saúde Pública, assinada no dia 9 de dezembro, um dia depois de Marconi participar de reunião com a presidente Dilma Rousseff e outros 17 governadores. Nesse dia, Marconi informou à presidente que iria assinar o decreto e chamar os outros prefeitos goianos para a luta. Desde então, garantiu, por exemplo, R$ 10 milhões para as ações emergenciais.

Em seu discurso, Marconi também conclamou os prefeitos a procurar o apoio da Iquego, empresa que vem realizando testes bem sucedidos com um kit contra a dengue desde janeiro deste ano. “Busquem parcerias com a Iquego”, disse Marconi aos prefeitos presentes. O governador aproveitou para comemorar o bom desempenho da empresa, que passa por reestruturação. “A partir de dezembro, a Iquego não precisará mais de recursos do Estado”, comemorou.

Ele destacou a importância dos decretos de emergência em Saúde Pública assinados por prefeitos de 12 cidades com mais de 100 mil habitantes. E garantiu que todos poderão contar com o apoio do Governo de Goiás, em especial nas áreas da Saúde, Segurança Pública e Educação. “A Educação é talvez a mais importante”, pontuou, em referência às medidas de combate ao mosquito que devem ser incutidas nas crianças em idade escolar.

O movimento Goiás contra a Dengue, além de formalizar a publicação do Decreto nº 8.500, de 9 de dezembro de 2015, marcou também a posse do Comitê Executivo Estadual de Combate ao Aedes Aegypti.

O secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, abriu o evento, detalhando as ações previstas pela Secretaria, por meio da Força Tarefa. “Goiás assume a prevenção em toda sua força, para proteger os goianos de doenças letais, graves e algumas sem precedentes na medicina mundial”, definiu o secretário.

Ainda na solenidade, foi exibido o filme “Por que Não comigo?”, que apresentou o depoimento de uma família da Bahia com caso de microcefalia por zika vírus. O pai da criança deixa um recado para os goianos, de que é preciso fazer sua parte, combatendo o mosquito transmissor da doença em suas casas.

Decreto

Entre as medidas apresentadas por Leonardo Vilela estão aquelas previstas pelo decreto de Emergência em Saúde Pública, com dispensa de licitação para a aquisição pública de insumos e materiais e a contratação de serviços necessários ao atendimento da situação emergencial. Pelo decreto, fica autorizada também a contratação de pessoal por tempo determinado. E ainda ações e serviços públicos voltados à contenção da emergência serão articulados em conjunto pelo Comitê Executivo Estadual de Combate ao Aedes.

Prefeitos apresentam ações bem sucedidas contra mosquito

Prefeitos participantes do lançamento do movimento Goiás contra a Dengue, como os de Aruanã, Paulinho Peixe Vivo, e de Morrinhos, Rogério Troncoso, falaram de experiências positivas no combate ao Aedes aegypti. Em Aruanã, segundo o prefeito, houve redução de 83% dos casos desde a implantação das ações pela prefeitura.

A primeira medida em busca de um bom resultado, segundo o prefeito Paulinho, é reconhecer que existe um problema. E sugeriu aos colegas que, se preciso, parem todas as demais ações só para se concentrarem na luta contra o mosquito. “Não podemos esperar que os outros resolvam os nossos problemas”, aconselhou.

Outro ponto fundamental foi a conscientização dos moradores, por meio de medidas como colocar um adesivo nas residências com a frase “Esta casa não tem dengue”. E também com a limpeza dos logradouros. “Assim, a população vê que estamos fazendo nossa parte”, contou.

Em Morrinhos, Rogério Troncoso viu nos lotes vagos a maior ameaça. Segundo ele, 35% dos casos de criadouros estavam nessas áreas. Dessa forma, disse que mantém um constante trabalho de roçagem de lotes e coleta do lixo produzido. Outra medida foi a divulgação de álbum de figurinhas, que poderiam ser obtidas com garrafas pets. Assim, no fim do programa, mais de 60 mil garrafas foram trocadas.

Dessa forma, a exemplo do governador Marconi Perillo, Troncoso vê na educação das crianças o meio mais eficaz de combate ao mosquito. Nas escolas municipais, as grades curriculares contêm a matéria meio ambiente, que trata da questão do lixo e de doenças infectocontagiosas. “É preciso criar essa cultura nas crianças, que vão cobrar dos pais”, sugeriu.

Os prefeitos de Goiânia, Paulo Garcia, e Maguito Vilela, de Aparecida, também reforçaram a necessidade de mobilização geral da população. Maguito comparou o mosquito a um serial killer que precisa ser combatido por meio de um pacto. “A responsabilidade é de todos”, afirmou.

 

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