Marconi vê eventual governo Temer bom para Goiás

Em entrevista ao jornal O Popular, publicada na edição desta terça-feira, o governador Marconi Perillo faz análise sobre o momento atual da política brasileira e o que o governo de Goiás tem feito para enfrentar esse momento de crise econômica; diz esperar que um possível governo de Michel Temer seja melhor para Goiás porque ele tem experiência legislativa, comandou a Câmara dos Deputados por três vezes e deve focar em poucas reformas, mas as mais importantes, para realizar o governo de transição; para Marconi, Temer precisa sinalizar, de início, como vai tocar a administração, quais as prioridades, dentro da realidade fiscal do governo, e agir para diminuir os gastos públicos

Em entrevista ao jornal O Popular, publicada na edição desta terça-feira, o governador Marconi Perillo faz análise sobre o momento atual da política brasileira e o que o governo de Goiás tem feito para enfrentar esse momento de crise econômica; diz esperar que um possível governo de Michel Temer seja melhor para Goiás porque ele tem experiência legislativa, comandou a Câmara dos Deputados por três vezes e deve focar em poucas reformas, mas as mais importantes, para realizar o governo de transição; para Marconi, Temer precisa sinalizar, de início, como vai tocar a administração, quais as prioridades, dentro da realidade fiscal do governo, e agir para diminuir os gastos públicos
Em entrevista ao jornal O Popular, publicada na edição desta terça-feira, o governador Marconi Perillo faz análise sobre o momento atual da política brasileira e o que o governo de Goiás tem feito para enfrentar esse momento de crise econômica; diz esperar que um possível governo de Michel Temer seja melhor para Goiás porque ele tem experiência legislativa, comandou a Câmara dos Deputados por três vezes e deve focar em poucas reformas, mas as mais importantes, para realizar o governo de transição; para Marconi, Temer precisa sinalizar, de início, como vai tocar a administração, quais as prioridades, dentro da realidade fiscal do governo, e agir para diminuir os gastos públicos (Foto: José Barbacena)
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Goiás 247 - Em entrevista à jornalista Fabiana Pulcineli, do jornal O Popular, publicada na edição desta terça-feira, o governador Marconi Perillo faz análise sobre o momento atual da política brasileira e o que o governo de Goiás tem feito para enfrentar esse momento de crise econômica.

Diz esperar que um possível governo de Michel Temer seja melhor para Goiás porque ele tem experiência legislativa, comandou a Câmara dos Deputados por três vezes e deve focar em poucas reformas, mas as mais importantes, para realizar o governo de transição. Para Marconi, Temer precisa sinalizar, de início, como vai tocar a administração, quais as prioridades, dentro da realidade fiscal do governo, e agir para diminuir os gastos públicos. Sobre Goiás, faz um raio X de como está enfrentando a crise, priorizando a diminuição das despesas e a equalização com a receita. Diz ainda que a reforma administrativa que realizou no final de 2014, onde já previa esse momento de crise, tem ajudado seu governo a atravessar com qualidade esse momento de dificuldade econômica, que tem prejudicado em muito a arrecadação do Estado.

 Veja:

- Como está a sua aproximação com o vice-presidente Michel Temer? Como o senhor acha que será essa relação em um provável governo Temer?

A minha relação com o governo federal foi muito institucional, republicana. E essa relação existe com o Poder Executivo em nível federal, com o Legislativo, com o Judiciário, e também existe aqui em Goiás com todas essas instituições e outras. E é uma relação também muito republicana em relação aos municípios. Eu tenho hoje uma relação aberta com todos os prefeitos que me procuram, independentemente de partido. Com um eventual governo Temer eu não tenho dúvida de que haverá alterações significativas, talvez até para melhor. Até porque ele precisará contar com a governabilidade de muitos integrantes da bancada de Goiás que são ligados à nossa aliança, à nossa coligação. Inclusive esses deputados já votaram a favor do impeachment e, pelo que tenho acompanhado pela imprensa, no caso do Senado os dois senadores que são ligados a mim, que são membros da nossa aliança também vão votar favoráveis ao impeachment. Eu tive uma conversa com o vice-presidente Temer há 15 dias. Uma conversa muito boa. Fui levar um convite para que ele fosse prestigiar a última reunião que fizemos do Consórcio dos Governadores do Brasil Central, e aproveitei para dar a ele algumas sugestões, trocar informações sobre alguns aspectos de gestão, informar sobre o que é o Consórcio Brasil Central. Na semana passada tive uma conversa com o ministro Padilha, que deverá ser, caso haja o impeachment, o novo chefe da Casa Civil. É uma pessoa da confiança do vice-presidente. Eu repeti ao ministro algumas das coisas que disse ao vice-presidente Temer. Primeiro, que o governo dele será melhor ou menos pior recebido, dependendo da fotografia que ele apresentar à Nação, em termos de membros do Ministério, do tamanho do Ministério, disse e repito que é muito grande hoje, precisa diminuir. Também diminuir o número de cargos de livre nomeação. E sugeri que, caso ele realmente não seja candidato a presidente, que ele anuncie isso. Acho que a fotografia do Ministério e o primeiro discurso que ele deve fazer, caso se efetive na Presidência, vão ser muito importantes para definir o futuro do governo dele.

- O senhor acredita que ele não será candidato à reeleição?

Se eu fosse ele eu não seria candidato, até para que ele tenha credibilidade para fazer a transição e levar o Brasil a um porto seguro. Nós vivemos hoje a mais cruel, a mais grave crise da história do Brasil, em termos de crise econômica, política, moral, de credibilidade. A crise econômica atual é pior do que a Depressão de 1929. Nós já temos nesse período, de pouco mais de um ano, mais de 10 milhões de desempregados nas mais diversas áreas. A cada dia útil, 11 mil pessoas são mandadas embora de seus empregos. É preciso todo mundo dar as mãos para que o Brasil volte a um status de crescimento, saia dessa estagnação que prejudica todo mundo, que leva todo mundo para o buraco. Nós temos tido dificuldades nos estados e nos municípios é porque com a crise, com a retração econômica, os cidadãos compram menos, consomem menos. Consequentemente, nós temos menos impostos. Nos dois primeiros meses do ano nós tivemos uma queda de 26% de ICMS no varejo aqui em Goiás. Tivemos 10% a menos no consumo de energia. Isso resultou, é claro, em uma significativa redução da nossa arrecadação. E quando isso ocorre não há forma de conseguir manter a previsibilidade do planejamento em relação às despesas e as receitas do Estado.

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