Metalúrgicos aprovam greve no dia 19 contra reforma da Previdência

Metalúrgicos do ABC aprovaram a realização de greve no próximo dia 19 contra a reforma da Previdência. A decisão foi tomada por unanimidade na noite desta quarta-feira (8) em assembleia popular realizada em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), em São Bernardo do Campo, que também contou com a participação de parlamentares, movimentos sociais e outras categorias profissionais; "Resistiremos, unidos, à reforma trabalhista, ao processo de terceirização e ao projeto de reforma da Previdência", afirmou o presidente do sindicato, Wagner Santana 

Metalúrgicos do ABC aprovaram a realização de greve no próximo dia 19 contra a reforma da Previdência. A decisão foi tomada por unanimidade na noite desta quarta-feira (8) em assembleia popular realizada em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), em São Bernardo do Campo, que também contou com a participação de parlamentares, movimentos sociais e outras categorias profissionais; "Resistiremos, unidos, à reforma trabalhista, ao processo de terceirização e ao projeto de reforma da Previdência", afirmou o presidente do sindicato, Wagner Santana 
Metalúrgicos do ABC aprovaram a realização de greve no próximo dia 19 contra a reforma da Previdência. A decisão foi tomada por unanimidade na noite desta quarta-feira (8) em assembleia popular realizada em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), em São Bernardo do Campo, que também contou com a participação de parlamentares, movimentos sociais e outras categorias profissionais; "Resistiremos, unidos, à reforma trabalhista, ao processo de terceirização e ao projeto de reforma da Previdência", afirmou o presidente do sindicato, Wagner Santana  (Foto: Aquiles Lins)

Rede Brasil Atual - Os metalúrgicos do ABC aprovaram a realização de greve no próximo dia 19 contra a reforma da Previdência. A decisão foi tomada por unanimidade na noite desta quarta-feira (8) em assembleia popular realizada em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), em São Bernardo do Campo, que também contou com a participação de parlamentares, movimentos sociais e outras categorias profissionais.

A decisão é uma reação dos trabalhadores já que, mais cedo, representantes das centrais sindicais se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para exigir que Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de "reforma" da Previdência Social fosse retirada da pauta de votações. Maia reconheceu que a base do governo enfrenta dificuldades para conseguir os votosnecessários, mas reafirmou que deve tentar apreciar a proposta em Plenário a partir do dia 19.

"Resistiremos, unidos, à reforma trabalhista, ao processo de terceirização e ao projeto de reforma da Previdência", afirmou o presidente do sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

Para o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, o recado de Maia foi bem claro: quando o governo acreditar que detém os 308 votos que garantam a aprovação, vai colocar a PEC para votar.

Para barrar a proposta, além dos metalúrgicos, outras categorias também devem aderir ao dia nacional de lutas contra a reforma da Previdência no próximo dia 19. Nesta quarta-feira (7), trabalhadores no setor de transporte urbano em São Paulo também realizaram assembleia e reafirmam disposição de parar, em defesa das aposentadorias.

"É greve dia 19. Se a gente não fizer luta em cada canto desse pais eles vão aprovar a reforma da previdência, que não só acaba com a aposentadoria, mas também desampara os trabalhadores e trabalhadoras nos casos de acidente de trabalho", destacou Nobre.

Ele afirmou ainda que o governo estaria ameaçando prefeitos, governadores e vereadores de tirar recursos federais de prefeitos, caso não exerçam pressão sobre os deputados em favor da reforma da Previdência.

O presidente dos metalúrgicos destacou que o que está por trás dessas medidas é a intenção do governo Temer de precarizar o mundo do trabalho e reduzir o acesso a direitos sociais – como saúde, educação e aposentadoria – para privilegiar o sistema financeiro, que é favorecido com bilhões em isenções fiscais.

"Querem nos convencer de que não há saída para o povo coletivamente e que cada um que se arranje. Mesmo sem ter trabalho decente, só trabalho precário, o trabalhador que se vire para dar uma vida digna àqueles que dependem dele", disse Wagnão.

Com informações da CUT e do SMABC

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