Metroviários tentam barrar privatização do Monotrilho de SP

Sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou uma greve contra a privatização e terceirização da Linha 15-Prata do Monotrilho para o dia 24 de outubro; de acordo com informações da entidade, está marcado para novembro o leilão da linha que havia sido adiado em junho

Metroviários tentam barrar privatização do Monotrilho de SP
Metroviários tentam barrar privatização do Monotrilho de SP (Foto: Reprodução (TVT))

Rede Brasil Atual - Em assembleia realizada na semana passada, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou uma greve contra a privatização e terceirização da Linha 15-Prata do Monotrilho para o dia 24 de outubro. De acordo com informações da entidade, está marcado para novembro o leilão da linha que havia sido adiado em junho. A categoria defende o cancelamento da ação e se diz contrária a proposta por prevê prejuízos aos funcionários e população que já se queixam das operações.

Apesar de afirmarem a importância do transporte, inaugurado em abril deste ano pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB), antes de deixar o cargo para concorrer à Presidência, as quatro estações do monotrilho foram entregues às pressas com falta de equipamentos, funcionamento limitado e abaixo da capacidade prevista de velocidade e atendimento, e com restrições no horário de embargue.

"É muito demorado para poder entregar até outras regiões, porque é bom para gente também não ficar só com acesso ao ônibus, porque aqui também não tem acesso ao metrô", avalia o usuário Breno Ferreira em referência ao atraso de seis anos na entrega do projeto. Crítico também quanto a demorada e a construção do monotrilho no lugar do metrô, o coordenador do sindicato, Wagner Fajardo, classifica a medida como "eleitoreira".

"Aqui caberia não só uma linha de metrô como até mais de uma linha. Portanto essa foi mais uma medida eleitoreira que dizia construir o monotrilho porque era mais rápido e ele demorou mais do que uma linha de metrô é e não atende a população", afirma Fajardo acrescentando ser um incoerência após tantos investimentos conceder a obra à empresas privadas.

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