Ministros alagoanos são exonerados para votar a favor de Temer

Os ministros alagoanos no governo Michel Temer (PMDB), os deputados federais Marx Beltrão (PMDB), do Turismo, e Maurício Quintella (PR), dos Transportes, foram exonerados para garantir votos na segunda denúncia feita contra o presidente pela Procuradoria Geral da República (PGR); Temer foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), por organização criminosa

Os ministros alagoanos no governo Michel Temer (PMDB), os deputados federais Marx Beltrão (PMDB), do Turismo, e Maurício Quintella (PR), dos Transportes, foram exonerados para garantir votos na segunda denúncia feita contra o presidente pela Procuradoria Geral da República (PGR); Temer foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), por organização criminosa
Os ministros alagoanos no governo Michel Temer (PMDB), os deputados federais Marx Beltrão (PMDB), do Turismo, e Maurício Quintella (PR), dos Transportes, foram exonerados para garantir votos na segunda denúncia feita contra o presidente pela Procuradoria Geral da República (PGR); Temer foi denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), por organização criminosa (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - Presidente Michel Temer exonerou nesta sexta-feira (20) mais 8 dos 12 ministros que têm cargo de deputado, dentre eles os ministros alagoanos do Turismo e dos Transportes, Marx Beltrão e Maurício Quintella.

O objetivo é garantir votos na segunda denúncia feita contra o peemedebista pela Procuradoria Geral da República (PGR). A votação está prevista para o próximo dia 25.

Com as exonerações desta sexta, chega a 9 o número de ministros que estão fora de seus cargos para ajudar o presidente na votação da denúncia.

Foram exonerados os seguintes ministros nesta sexta:

  • Antonio Imbassahy - Secretaria de Governo
  • Bruno Cavalcanti de Araújo - Ministro das Cidades
  • Sarney Filho - Ministro do Meio Ambiente
  • Leonardo Picciani - Ministro do Esporte
  • Marx Beltrão - Ministro do Turismo
  • Maurício Quintella Lessa - Ministro dos Tranposrtes
  • Mendonça Filho - Ministro da Educação
  • Ronaldo Nogueira - Ministro do Trabalho

Essa mesma estratégia foi usada quando a Câmara analisou a primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva.

Temer já havia exonerado na quarta-feira (18) os ministros Fernando Bezerra Coelho Filho, de Minas e Energia, Raul Jungmann, da Defesa. O objetivo era frustrar os planos de uma ala do PSB que planejava uma manobra para conseguir indicar opositores do presidente Michel Temer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e assim barrar um parecer contrário à denúncia da PGR contra o presidente, que acabou aprovado.

Jungmann, entretanto, foi nomeado novamente como ministro nesta sexta-feira (20).

Para o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), a exoneração dos ministros é uma "manobra clara" do Palácio do Planalto, que "interferiu dentro da bancada, no desejo de blindar Michel Temer tirando ministros para que possa alterar a votação de um parecer aqui na CCJ".

Entre os argumentos que chegaram a membros da bancada do PSB para justificar as exonerações está a proximidade do fim do prazo para que deputados apresentem emendas ao orçamento - recursos que serão destinados a obras em seus estados.

A denúncia contra o presidente

Temer foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), por organização criminosa.

Segundo a PGR, o grupo do PMDB ao qual eles pertencem atuou em estatais e em ministérios para obter propina. A procuradoria afirma, ainda, que Temer é o chefe da organização criminosa.

A defesa do presidente nega e diz que a denúncia é "libelo contra a democracia" e não tem "elemento confiável de prova".

Na quarta-feira (18), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, por 39 votos a 26 (e 1 abstenção), o relatório do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) que propõe a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

Com gazetaweb.com

 

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