MPF: não há investigação ou provas de “espionagem”

Chefe do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal em Goiás, procurador Hélio Telho (foto) esclarece que não há em curso investigação sobre uma possível “central de grampos de Marconi Perillo”, conforme divulgado pela revista Carta Capital que chegou às bancas nesta sexta-feira, 26; as denúncias de baseiam numa suposta troca de mensagens confidenciais do Twitter, onde um hacker, nominado como Mr Magoo, diz ter sido "contratado" por casal de radialistas para espionar desafetos do grupo político vinculado a Perillo; Telho encaminhou via ofício material da denúncia à Procuradoria-Geral da República

MPF: não há investigação ou provas de “espionagem”
MPF: não há investigação ou provas de “espionagem”

Goiás247_ A Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) divulgou nota no início da noite desta sexta-feira, 26, em que afirma haver "indícios", mas não provas de que tenha ocorrido um suposto esquema de espionagem telemática e telefônica no Estado patrocinado por pessoas ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perillo. A nota reforça que não há qualquer investigação em curso no MPF-GO.

As suspeitas foram levantadas pela revista Carta Capital, que chegou às bancas hoje, em ampla reportagem que revelaria uma intrincada negociação entre um hacker, nominado Mr. Magoo, e o casal de radialistas Luiz Gama e Eni Aquino. O suposto hacker, que receberia dinheiro de fontes públicas não especificadas, revelou o possível esquema ao vice-presidente do PRP em Goiás, Gercyley Batista, que por sua vez entregou mensagens confidenciais do Twitter ao procurador da República Hélio Telho na quinta, 25.

A nota informa que o material recebido de Gercyley foi encaminha do à Procuradoria-Geral da República (veja ofício), foro apto a apurar o fato noticiado -- já que envolveria um governador -- e recomendar, se for o caso, que o Superior Tribunal de Justiça instaure inquérito.

Veja a íntegra da nota do MPF.

Publicação da última edição da revista traz informações sobre uma possível “central de grampos de Marconi Perillo”

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO), pelo Núcleo de Combate à Corrupção, esclarece que, diferente do que foi publicada pela revista Carta Capital hoje, 26, não há, em curso, uma investigação sobre uma possível “central de grampos de Marconi Perillo”.  O que ocorreu, até o momento, foi o seguinte:

1. O procurador da República Helio Telho, coordenador do Núcleo de Combate à Corrupção, recebeu ontem,  25 (no depoimento consta, de maneira errada, dia 24), de Gercyley Batista de Sousa (@Gercyley44). O procurador tomou o depoimento e recebeu o material, em um pendrive, trazido pelo declarante.

2. Após colher o depoimento, diante da notícia de possível prática de peculato, que envolveria o governador de Goiás, o material foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (ofício, depoimento e pendrive foram encaminhados via Sedex). Como o possível envolvido possui foro privilegiado, só lá é que se pode abrir uma investigação.

3. O material trazido por Gercyley teria sido repassado, de acordo com ele, pelo @Mrmagoo13, que é citado na reportagem da revista Carta Capital como um hacker que realizaria os “grampos” a pedido do governador.

4. O MPF/GO encaminhou o material para a PGR  para apurar o noticiado uso de recurso público para contratação de serviços de espionagem de interesse político-partidário.

5. No material recebido, há indícios de que teria havido a contratação de espionagem política, porém não foram apresentadas provas de que esse serviço tenha sido, efetivamente, executado.

O ofício que encaminha o material para a PGR e cópia do depoimento colhido pelo MPF/GO podem ser lidos aqui.

Ministério Público Federal em Goiás

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