Municipários exigem retirada de projetos da Câmara

Centenas de servidores municipais se reuniram em frente à Prefeitura de Porto Alegre, no Centro, para exigir que o prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) retire o pacote de projetos que enviou recentemente para análise da Câmara de Vereadores; de acordo com os municipários, os projetos representam uma ameaça aos direitos dos funcionários públicos e prejuízos para os cidadãos

Centenas de servidores municipais se reuniram em frente à Prefeitura de Porto Alegre, no Centro, para exigir que o prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) retire o pacote de projetos que enviou recentemente para análise da Câmara de Vereadores; de acordo com os municipários, os projetos representam uma ameaça aos direitos dos funcionários públicos e prejuízos para os cidadãos
Centenas de servidores municipais se reuniram em frente à Prefeitura de Porto Alegre, no Centro, para exigir que o prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) retire o pacote de projetos que enviou recentemente para análise da Câmara de Vereadores; de acordo com os municipários, os projetos representam uma ameaça aos direitos dos funcionários públicos e prejuízos para os cidadãos (Foto: Leonardo Lucena)

Lucas Rohan, Sul 21 - Centenas de servidores municipais se reuniram em frente à Prefeitura de Porto Alegre, no Centro, no início da noite desta quarta-feira (16) para exigir que o prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) retire o pacote de projetos que enviou recentemente para análise da Câmara de Vereadores. Segundo os municipários, os projetos representam uma ameaça aos direitos dos funcionários públicos e prejuízos para os cidadãos.

Munidos de cartazes – muitos deles bem-humorados – e máscaras do prefeito com nariz de Pinóquio, os manifestantes organizaram um flash mob ao som do hit “Marchezito”, uma paródia da música “Despacito” com críticas à gestão de Marchezan. Eles também distribuíram material informativo explicando porque são contrários às propostas e fizeram discursos em cima de um carro de som.

De acordo com Alberto Terres, diretor geral do Simpa, a possibilidade de greve dos servidores municipais está mantida. Ele explica que a categoria adotou o “estado de greve”, o que significa o início da organização para uma paralização mais longa caso o governo municipal não volte atrás e retire os projetos da Câmara.

No legislativo, a oposição aposta na criação de uma comissão para barrar as propostas de Marchezan. “Vamos aprofundar o impacto dos projetos porque eles não atingem só os funcionários públicos, mas também a população de Porto Alegre”, avaliou a vereadora Sofia Cavedon (PT), que participou da manifestação.

Entre os projetos alvo das críticas dos servidores está o que abre caminho para a privatização do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae). Também estão na lista as propostas que alteram as datas de pagamentos de salários, aposentadorias e do décimo terceiro dos servidores e a extinção dos adicionais por tempo de serviço.

O protesto da noite desta quarta-feira foi aprovado em assembleia geral com a presença de 2 mil servidores no início da semana. A agenda de mobilizações adotada inclui ainda abraços simbólicos ao Dmae e ao Mercado Público, ambos ameaçados de serem entregues à iniciativa privada. Na terça-feira que vem, a categoria realiza outra assembleia geral.

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