“O campeão voltou”, canta a torcida do Goiás

Esmeraldino precisou apenas de um empate com o Atlético-GO para conquistar o 23º título; equipe quebrou o jejum de dois anos longe do título; 32.287 pessoas foram ao Serra Dourada acompanhar a decisão; Ramon fez o gol do título

 “O campeão voltou”, canta a torcida do Goiás
“O campeão voltou”, canta a torcida do Goiás (Foto: Wildes Barbosa/Folhapress)

Goiás 247 – Os goianos já têm um novo campeão estadual. O Goiás empatou em 1 a 1 com o Atlético-GO e conquistou o título pela 23ª vez. Ramo foi quem fez o gol do título, já que o Dragão abriu o placar aos 26 minutos do primeiro tempo.

32.387 pessoas foram ao estádio do Serra Dourada para assistir a decisão. Renda foi de R$ 522.789,00.

Veja lance a lance como foi a partida na matéria de Daniel Mundin e Fernando Vascondelos, do G1.

Como prometido, o Goiás não se apegou à vantagem que tinha. Os primeiros minutos da decisão deram a impressão de que o Atlético-GO era a equipe que jogava pelo empate. Os esmeraldinos eram mais incisivos, com maior posse de bola, e se mantinham mais no campo de ataque. Egídio era bastante acionado pela esquerda. Mas a equipe de Enderson Moreira tinha dificuldades para encontrar espaços. E deixava espaços. E o Atlético-GO aproveitou.

Na primeira vez que subiu para o ataque, o Dragão foi fulminante. Aos sete minutos, Bida lançou Diogo Campos na área, mas o atacante não conseguiu finalizar na saída de Harlei. Na sobra, Rafael Cruz cruzou na medida para Bida, entre os zagueiros alviverdes, testar firme para o fundo das redes. O gol calou a maioria esmeraldina que estava nas arquibancadas, mas não apagou o ímpeto da equipe mandante deste domingo.

O Goiás era refém de sua falta de criatividade. Felipe Amorim, nas investidas pela esquerda, era a principal arma da equipe. Mas tal opção ficou inválida quando o jovem atacante alviverde sentiu a coxa direita e saiu de campo aos prantos para a entrada de Thiago Humberto. Enquanto isso, o Dragão continuava esperto nos contra-golpes, principalmente na velocidade de Felipe e Diogo Campos.

Mas a segunda metade do primeiro tempo teve mais lances efetivos do lado verde da final. O Goiás resolveu insistir em suas principais armas: a bola aérea e a bola parada. E assim conseguiu assustar os rubro-negros. Primeiro aos 26 minutos, quando Egídio apareceu pela esquerda e cruzou para Ricardo Goulart fazer um leve desvio para a defesa do jovem Roberto. O mais perto que o Verde chegou ao empate foi aos 43 minutos, quando Egídio soltou a bomba da intermediária em cobrança de falta, e acertou a trave direita de Roberto.

Pressão e título

Precisando do empate para voltar a ser campeão, o Goiás partiu com tudo no início do segundo tempo. O meia Ricardo Goulart não esperou sequer uma volta do cronômetro para exigir bela defesa do goleiro Roberto. Aos 28 segundos, o jogador passou por três adversários, chutou de fora da área, e o arqueiro rubro-negro defendeu bem, no canto esquerdo. A pressão continuou logo depois, com Thiago Humberto, que chutou desequilibrado dentro da área.

A pressão continuou aos quatro minutos. Com 38 anos, Iarley parecia um garoto ao arrancar pela intermediária de ataque, driblar adversários e chegar perto do gol. Porém, na hora da finalização o atacante ficou sem jeito e chutou fraco, de esquerda. O Esmeraldino não desistiu do ataque, mas ao contrário dos minutos iniciais do segundo tempo, quando criou boas oportunidades, passou a explorar apenas os chutes de longa distância, sem perigo ao gol atleticano.

O Dragão estava mais recuado em campo. No intervalo, Adilson Batista havia substituído o atacante Diogo Campos pelo lateral-esquerdo Paulinho. Ernandes foi para o meio-campo. Embora tenha ficado compacto, o Rubro-Negro ficou sem força de ataque. Bida e Elias, que foram muito participativos na etapa inicial, ficaram apagados. Felipe não aparecia.

Aos 22 minutos, o autor do gol, Bida, sentiu a coxa e pediu substituição. Adilson Batista promoveu a entrada do atacante Juninho em campo. Era a posta na velocidade e, mais do que nunca, no contra-ataque. O cenário continuava o mesmo. O Goiás jogava no campo do adversário, que estava fechado. Aos 24, mais um chute de fora da área. Desta vez Amaral levou perigo a Roberto.

Gol de campeão

A pressão surtiu efeito quatro minutos depois, com um golaço, um gol de campeão. Rafael Toloi, em uma de suas características mais marcantes, lançou do meio-campo para Ramon. O meia aproveitou a queda de Paulo Henrique, entrou pelo meio da zaga atleticana e fez uma pintura de gol. Ele dominou de peito, girou e chutou de primeira, com a perna esquerda, sem chances para Roberto, 1 a 1.

Imediatamente, o técnico Adilson Batista chamou o atacante William, que entrou na vaga de Felipe. Mas a troca de um atacante pelo outro não surtiu muito efeito. Embora estivesse sendo campeão com o empate, o Goiás quase ampliou o marcador com Ricardo Goulart, que tirou tinta da trave aos 38 minutos. Somente depois dos 40 minutos o Dragão foi para o desespero.

Tentando usar o último fôlego no Goianão, o Atlético-GO foi para cima, mas sem organização. O cenário piorou após a expulsão de Rafael Cruz, aos 44. O lateral entrou de forma violenta em Ricardo Goulart e recebeu cartão vermelho de forma direta.

 

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