O dopping autorizado das irmãs Williams e de Simone Biles

Documentos vazados na internet pelo grupo de hackers Fancy Bear, a partir do banco de dados da World Anti-Doping Agency (WADA), demonstram que as tenistas norte-americanas Serena e Venus Williams usaram substâncias proibidas, formalmente para fins terapêuticos, com a aprovação da agência de controle; em agosto, a ginasta norte-americana Simone Biles também acusou positivo no teste para metilfenidato (um psico-estimulante); reportagem do Russia Today

Documentos vazados na internet pelo grupo de hackers Fancy Bear, a partir do banco de dados da World Anti-Doping Agency (WADA), demonstram que as tenistas norte-americanas Serena e Venus Williams usaram substâncias proibidas, formalmente para fins terapêuticos, com a aprovação da agência de controle; em agosto, a ginasta norte-americana Simone Biles também acusou positivo no teste para metilfenidato (um psico-estimulante); reportagem do Russia Today
Documentos vazados na internet pelo grupo de hackers Fancy Bear, a partir do banco de dados da World Anti-Doping Agency (WADA), demonstram que as tenistas norte-americanas Serena e Venus Williams usaram substâncias proibidas, formalmente para fins terapêuticos, com a aprovação da agência de controle; em agosto, a ginasta norte-americana Simone Biles também acusou positivo no teste para metilfenidato (um psico-estimulante); reportagem do Russia Today (Foto: Paulo Emílio)

Traduzido do site Russia Today

Por Ricardo Cavalcanti-Schiel, via Jornal GGNDocumentos vazados e expostos na Internet pelo grupo de hackers Fancy Bear (disponíveis aqui), a partir do banco de dados da World Anti-Doping Agency (WADA), demonstram que as tenistas norte-americanas Serena e Venus Williams usaram substâncias proibidas, formalmente para fins terapêuticos, com a aprovação dessa até então conhecida como draconiana agência de controle, responsável pela expulsão de inúmeros atletas russos da Olimpíada do Rio e, indiscriminadamente, de toda a delegação russa das Paralimpíadas, sem que existissem provas para isso, naquilo que ficou sob a suspeita de ser não muito mais que um golpe político.

De acordo com esses documentos, nos anos de 2010, 2014 e 2015, Serena Williams usou as seguintes substancias proibidas: oxicodona, hidromorfona, prednisona, prednisolona e metilprednisolona. Enquanto sua irmã mais velha, Venus, entre 2010 e 2013, usou prednisona, prednisolona, triamcinolona e formoterol. Tudo isso com a "autorização" da WADA. Os documentos vazados não especificam os diagnósticos que levaram as atletas a receber a "permissão" para usar essas substâncias.

No último mês de agosto, a ginasta norte-americana Simone Biles também acusou positivo no teste para metilfenidato (um psico-estimulante). No entanto, a atleta não foi desclassificada dos Jogos Olímpicos do Rio, onde ganhou quatro medalhas de ouro. Além disso, a mesma ginasta, entre 2012 e 2014, foi autorizada a usar anfetamina e dextroanfetamina.

Outra das atletas norte-americanas que teve resultado positivo no teste anti-dopping, sem que isso fosse revelado pela caixa-preta da WADA, de acordo com os hackers da Fancy Bear, foi a jogadora de basquete Elena Delle Donne, medalha de ouro no Rio, com resultado positivo para anfetamina. Em 2014 ela foi autorizada a usar, além de anfetaminas, hidrocortisona. Todas essas susbstâncias são consideradas proibidas pela própria WADA.

A nota do grupo de hackers abre com a seguinte declaração: "Queremos hoje lhes informar a respeito da equipe olímpica dos Estados Unidos e seus métodos sujos para conquistar vitórias. A equipe norte-americana dominou os Jogos Olímpicos de 2016, ganhando 46 ouros, 37 pratas e 38 bronzes. Ela fez uma boa participação, mas não foi justa. Depois de uma cuidadosa investigação sobre o banco de dados da WADA, constatamos que muitos atletas norte-americanos deram resultado positivo nos exames anti-dopping sem que isso chegasse a ser anunciado. Ganhadores de várias medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio usavam frequentemente substâncias proibidas, sob autorização formal para fins terapêuticos. Em outras palavras, recebiam licença para se dopar. Essa é mais uma prova de que a WADA e os departamentos médico e científico do Comitê Olímpico Internacional (COI) são corruptos e mentirosos".

Por sua parte, o COI confirmou que o banco de dados da WADA foi hackeado, informou a agência TASS. "Não podemos fazer comentários sobre documentos obtidos de maneira ilegal do sistema ADAMS", declarou o serviço de imprensa do COI.

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