O Nordeste é de Lula e Haddad

O crescimento de Fernando Haddad no Nordeste pode levar a região a ter todos o seus nove governadores alinhados com o PT; Haddad tem 34% das intenções de votos locais; cinco dos nove poderão ser reeleitos no primeiro turno em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí; os candidatos que apoiam Haddad são favoritos em Pernambuco e no Rio Grande do Norte; Paraíba e Sergipe assistem disputas mais renhidas, mas os candidatos do PSB e PSD, partidos aliados do PT nesses estados, respectivamente, têm boas chances de vitória

O Nordeste é de Lula e Haddad
O Nordeste é de Lula e Haddad

Pernambuco 247 - O crescimento de Fernando Haddad no Nordeste pode levar a região a ter todos os seus nove governadores alinhados com o PT. Ele já tem 34% das intenções de votos nos estados nordestinos, contra 18% de Ciro Gomes e 17% de Bolsonaro. Cinco dos nove poderão ser reeleitos no primeiro turno em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí. Os candidatos que apoiam Haddad são francamente favoritos em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. Paraíba e Sergipe assistem disputas mais renhidas, mas os candidatos do PSB e PSD, partidos aliados do PT nesses estados, respectivamente, têm boas chances de vitória.

Segundo as pesquisas, a defesa do ex-presidente Lula e o apoio a Haddad, associada ao fato de obras consideradas fundamentais para a região, bem como ações sociais como o Bolsa Família, terem sido implantadas nos governos do PT são pontos que pesam na escolha do eleitor. A defesa do legado do ex-presidente também é apontado como outro fator para o bom desempenho nas pesquisas dos governadores que estão no palanque nacional junto ao PT.

No Ceará, o governador e candidato à reeleição Camilo Santana (PT) registra 69% da preferência do eleitorado, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (24). O segundo colocado, general Teophilo (PSDB), possui apenas 7% das intenções de voto dos cearenses. Ainda segundo o Ibope, Haddad – que no dia 16 de agosto possuía 2% - saltou para o segundo lugar na disputa presidencial no Estado, com 24%, de acordo com a pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo instituto. Ali, o presidenciável Ciro Gomes (PDT), que já governou o Ceará, lidera com 39%, mesmo percentual registrado no levantamento de agosto, o que aponta que Haddad ainda pode crescer significativamente.

Em Alagoas, o governador Renan Filho (MDB) – que também está no palanque de Haddad – possui 65% das intenções de voto e deve ser reeleito com folga no primeiro turno, segundo o Ibope. Assim como no Ceará, Haddad também avançou de 2% para 28% em pouco mais de um mês, enquanto Jair Bolsonaro (PSL), passou de 14% para 22%.

A situação também se repete no Maranhão, governado por Flávio Dino (PCdoB), que registra 49% da preferência do eleitorado, e no Piauí, onde o atual governador Wellington Dias (PT), que tenta a reeleição, lidera com 46%. Na disputa estadual maranhense, a segunda colocada, Roseana Sarney (MDB), possui 32%. No Piauí, a segunda posição é ocupada por DR. Pessoa, que tem 19%.

No Maranhão, a candidatura de Fernando Haddad também foi praticamente catapultada em apenas um mês, passando de 4% para 36%. O segundo colocado na corrida presidencial, o candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro, cresceu apenas quatro pontos percentuais no mesmo período, de 14% para 18%. No Piauí, Haddad possui 38% das intenções de votos, segundo o Ibope, ante 6% da pesquisa feita em agosto. Ciro Gomes e Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados no segundo lugar, com 15% e 14%, respectivamente. Segundo o levantamento divulgado nesta segunda, Ciro caiu dois pontos percentuais no período, enquanto Bolsonaro cresceu quatro pontos.

Na Bahia, a onda vermelha do lulismo, agora representada pela figura de Haddad, também deu uma força para impulsionar as intenções de votos do governador e candidato à reeleição, Rui Costa (PT). Costa, que tem uma gestão bem avaliada pela população, também foi beneficiado pela desistência do adversário político e atual prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Para o seu lugar, a legenda indicou o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo, que ocupa o segundo lugar na pesquisa Ibope, mas cujo percentual de votos chega a apenas 7%. Rui Costa lidera com 60%.

No Rio Grande do Norte, a senadora Fátima Bezerra (PT) lidera a corrida estadual, com 39% da preferência do eleitorado potiguar, sendo seguida pelo candidato Carlos Eduardo (PDT), com 25%. O governador e candidato à reeleição, Robinson Faria (PSD), aparece em terceiro, com apenas 13%, segundo o Ibope. Haddad, por sua vez, aparece com 29%, contra 22% de Bolsonaro.

Em Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), lidera a corrida pela reeleição com 33%. Ali, apesar de ter apoiado o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff, o socialista conseguiu se aliar ao PT – que retirou a postulação da veradora Marília Arraes - e construir um palanque forte no Estado. Já o senador Armando Monteiro (PTB), que foi ministro de Dilma e agora está na oposição estadual, registra 25% da preferência dos pernambucanos, segundo o Ibope. Na disputa nacional, Haddad lidera entre os pernambucanos de onde saltou de 10% para 26%. Já Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 17%, ante 11% na pesquisa anterior. 

Na Paraíba, João Azêvedo (PSB), e José Maranhão (MDB) aparecem tecnicamente empatados, com 32% e 28%, respectivamente. No palanque paraibano, Azêvedo está no palanque de Haddad, cujas intenções de voto passaram de 4% para 26% no espaço de um mês, o que aponta um potencial de transferência de votos significativo para a disputa estadual. Na disputa presidencial, a segunda posição consiste em um empate técnico entre Ciro Gomes e Bolsonaro, com 16% e 19%, respectivamente.

Na corrida pelo governo de Sergipe, Valadares Filho (PSB), Belivaldo Chagas (PSD) e Eduardo Amorim (PSDB) estão tecnicamente empatados com 23%, 17% e 12%, respectivamente. Novamente, a onda vermelha de Lula e Haddad pode influenciar a disputa em prol do atual governador, Belivaldo Chagas, que tem o apoio dos petistas. Haddad lidera com folga as pesquisas de intenção de votos, passando de 3% para 33%, em pouco mais de um mês, contra 16% de Bolsonaro, que cresceu apenas quatro pontos no mesmo espaço de tempo.

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