“O PSDB já errou muito, não pode errar mais”

O prefeito de Jaboato dos Guararapes, Elias Gomes, analisa a vida do partido no pas e aponta que a hora de mudar agora, defendendo suas origens e se orgulhando do legado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

“O PSDB já errou muito, não pode errar mais”
“O PSDB já errou muito, não pode errar mais” (Foto: Marcelo Ferreira/PMJG)

Beatriz Braga _PE247 - Desde o fatídico ano de 2002, quando um operário nordestino – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - subiu ao trono presidencial, o Brasil viu um monte de tucanos se afastar, aos poucos, de suas origens e se postar à mercê do barulho petista. É a análise que faz o atual prefeito azul e amarelo de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes, em entrevista à Folha de Pernambuco. “O PSDB deveria ter se orgulhado do legado que deixou ao País, mas agiu de modo contrário”, lamentou o gestor.

Entre erros e acertos, o prefeito defende que a sigla deixou um grande legado de reformas estruturais aos brasileiros (abafado pelo sucesso eleitoral do PT) e lembra o papel do partido em um Brasil desenvolvido e moderno, mas também não deixa de frisar que a sigla errou muito e desandou principalmente depois da derrota de Serra para Lula, em 2002.

“Na eleição de 2002, por exemplo, Serra não fez qualquer referência ao nome de Fernando Henrique, não defendeu as privatizações. Na eleição seguinte, o candidato foi Geraldo Alckmin, e ele fugiu de defender o legado que FHC deixou, como o diabo foge da cruz. E isso foi fazendo com que o partido se tornasse um partido envergonhado, amedrontado, e nesta última eleição (2010) percebeu-se muito isso”, indicou.

Sobre o presente e futuro dos tucanos no Brasil, o prefeito lembra que é “agora ou agora” o momento de sair da sombra e defender sua bandeira e história. “Eu diria que o partido está em um momento muito decisivo para sua vida. Ele pode se afirmar se sair dos bastidores. (...) O PSDB já errou muito, não pode errar mais”, minou.

Sobre a atual gestão petista, Elias também faz elogios e ressalvas à presidente Dilma Rousseff (PT). “É uma pessoa inegavelmente diferenciada”, afirmou fazendo referência à capacidade administrativa da petista, sem deixar de fazer jus à sorte que a presidente teve em seu mandato.

“O que poderia parecer muito ruim para o governo, essas crises dos ministros veio a favor da presidente. Ela não teve a iniciativa de buscar, de investigar, de enfrentar a corrupção. As coisas afloraram vindas de denúncias da mídia e a ela não restou outra alternativa que não a demitir ministros. E a leitura da opinião pública foi de que ela buscou e enfrentou a corrupção”, analisou.

 

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