ONU: apesar de desaceleração da economia, concentração de gases de efeito estufa atinge recorde

Ao mesmo tempo em que a emissão de gases de efeito estufa caiu em função da quarentena para combater o coronavírus, concentração na atmosfera atingiu recorde em 2020, informou secretário-geral da ONU

(Foto: Agência Brasil)
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Sputnik - Ao mesmo tempo em que a emissão de gases de efeito estufa caiu em função da quarentena para combater o coronavírus, concentração na atmosfera atingiu recorde em 2020, informou secretário-geral da ONU.

"Sim, as economias desaceleraram devido à COVID-19, mas o aquecimento de nosso planeta não diminuiu", disse António Gueterres em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (9). 

O secretário-geral divulgou novo relatório da Organização Meteorológica Mundial sobre o impacto das mudanças climáticas.

Guterres afirmou que a última vez que a concentração dos gases causadores do efeito estufa atingiram o nível atual foi entre 2,6 e 5,3 milhões de anos atrás, quando árvores estavam crescendo no Polo Sul e o nível dos oceanos era 20 metros mais alto. 

Em função dos efeitos do efeito estufa, em apenas um ano o planeta atingirá seu período mais quente já registrado, com temperaturas globais médias chegando a 1,1 grau acima dos níveis pré-industriais, disse o secretário-geral.

ONU cobra ação de maiores emissores

Por outro lado, Guterres afirmou que para reverter o quadro era preciso que os maiores poluidores, China União Europeia, Índia, Japão, Rússia e Estados Unidos, comprometam-se a diminuir as emissões até 2030 e a neutralizá-las até 2050. 

"Quer estejamos enfrentando a pandemia ou a crise climática, está claro que precisamos de ciência, solidariedade e soluções decisivas", disse, segundo a agência Reuters.

O chefe da Organização Mundial de Meteorologia, Petteri Taalas, por sua vez, disse que a queda nas emissões em função da recessão causada pelo coronavírus não mudou o "quadro geral". 

"Continuamos a ver recordes na concentração atmosférica de dióxido de carbono", disse o cientista, segundo a agência Reuters.

As emissões diárias caíram 17% em abril em relação a 2019, mas mantiveram-se no mesmo nível registrado em 2006. Além disso, com a reabertura das indústrias, em junho as emissões ficaram a apenas 5% do registrado em 2019. 

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