Operação Imperador investiga fraudes de R$ 200 mi na PM paulista

Investigação aberta pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo investiga um suposto esquema no Grupo de Planejamento Setorial (GPS) que teria resultado em desvios da ordem de R$ 200 milhões através de contratos ligados ao Comando Geral da PM paulista; senha pertencente ao GPS teria sido utilizada para autorizar ordens de pagamentos poucos minutos após o fechamento de licitações ocorridas entre 2005 e 2016; até o momento, 523 empresas estão sob suspeita de integrarem o esquema, além de membros do alto escalão da corporação

LAVA1 - CIDADES - Tenente-coronel Jos� Afonso Adriano da Silva presta depoimento no Tribunal de Justi�a Militar em maio deste ano no processo que investiga desvios na Pol�cia Militar de S�o Paulo. Foto: TRIBUNAL DE JUSTICA MILITAR
LAVA1 - CIDADES - Tenente-coronel Jos� Afonso Adriano da Silva presta depoimento no Tribunal de Justi�a Militar em maio deste ano no processo que investiga desvios na Pol�cia Militar de S�o Paulo. Foto: TRIBUNAL DE JUSTICA MILITAR (Foto: Paulo Emílio)

São Paulo 247 - Uma investigação aberta pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo investiga um suposto esquema no Grupo de Planejamento Setorial (GPS) que teria resultado em desvios da ordem de R$ 200 milhões através de contratos ligados ao Comando Geral da PM paulista. De acordo com as investigações, uma senha pertencente ao GPS teria sido utilizada para autorizar ordens de pagamentos poucos minutos após o fechamento de licitações ocorridas entre 2005 e 2016. Até o momento, segundo o jornal o Estado de São Paulo, 16 policiais foram indiciados e 523 empresas estão sob suspeita de integrarem o esquema.

Um dos principiais suspeitos de envolvimento nas fraudes é o coronel João Claudio Valério, que comandou o GPS durante parte do período investigado. Além dele, pelo menos outros 17 coronéis são suspeitos de ligação com o esquema, segundo acusação feita tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, principal envolvido no caso. Em uma carta enviada aos investigadores da Operação Imperador, Adriano também cita o nome do deputado estadual Álvaro Camilo (PSD) e do coronel Orlando Geraldi.

De acordo com as investigações, as suspeitas iniciais eram de fraudes envolvendo o Departamento de Suporte Administrativo (DSA) do Comando-Geral, que não possuía atribuição de Unidade Gestora Executora (UGE), estando impedida de celebrar contratos. Apesar disso, o DAS teria fechado cerca de 6,2 mil contratos- sendo encontradas irregularidades em 5 mil - para obras em todos os cartéis do Estado de São Paulo.

Por meio de nota, o Ministério Público Estadual disse que Adriano tenta negociar um acordo de delação premiada e que "no momento as informações estão sob análise em fase preliminar. Não cabendo ao Ministério Público tecer qualquer tipo de consideração sobre as tratativas. O tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, teria adiantado que todas as obras foram autorizadas pelo alto comando da corporação. "Do comandante-geral, do subcomandante-geral e do chefe do estado maior da PM. Se não tivesse ordens não executaria", teria dito.

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