Oposição consolida poder com comissões da Câmara

Voz mais crítica da gestão do prefeito Paulo Garcia (PT), vereador Elias Vaz (PSB) vai presidir a CCJ, comissão técnica mais importante da Casa; Comissão Mista fica sob comando do tucano Thiago Albernaz; oposicionistas afirmam que vão fazer uma gestão responsável à frente das comissões, abrindo espaço para aquilo que consideram o papel da Câmara: debater os projetos em profundidade e abrir espaço para manifestação da sociedade; nova conformação implicará em um esforço de diálogo por parte do prefeito Garcia, acusado de manter uma relação obtusa com os vereadores

Voz mais crítica da gestão do prefeito Paulo Garcia (PT), vereador Elias Vaz (PSB) vai presidir a CCJ, comissão técnica mais importante da Casa; Comissão Mista fica sob comando do tucano Thiago Albernaz; oposicionistas afirmam que vão fazer uma gestão responsável à frente das comissões, abrindo espaço para aquilo que consideram o papel da Câmara: debater os projetos em profundidade e abrir espaço para manifestação da sociedade; nova conformação implicará em um esforço de diálogo por parte do prefeito Garcia, acusado de manter uma relação obtusa com os vereadores
Voz mais crítica da gestão do prefeito Paulo Garcia (PT), vereador Elias Vaz (PSB) vai presidir a CCJ, comissão técnica mais importante da Casa; Comissão Mista fica sob comando do tucano Thiago Albernaz; oposicionistas afirmam que vão fazer uma gestão responsável à frente das comissões, abrindo espaço para aquilo que consideram o papel da Câmara: debater os projetos em profundidade e abrir espaço para manifestação da sociedade; nova conformação implicará em um esforço de diálogo por parte do prefeito Garcia, acusado de manter uma relação obtusa com os vereadores (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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Goiás247 - O vereador Elias Vaz (PSB) foi eleito nesta segunda-feira (15) presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia, o principal organismo técnico da Casa e por onde passam praticamente todos os projetos. A eleição se deu por unanimidade (como nas outras 16 comissões) e consolidou a força do grupo de oposição ao prefeito Paulo Garcia (PT), que terá agora muito mais dificuldade em aprovar seus projetos. O tucano Thiago Albernaz será o novo presidente da Comissão Mista, a segunda mais importante. O mandato da nova mesa diretora e dos novos membros de comissão começa a partir de 1º de janeiro de 2015.

Os oposicionistas afirmam que vão fazer uma gestão responsável à frente das comissões, abrindo espaço para aquilo que consideram o papel da Câmara, debater os projetos em profundidade e abrir espaço para manifestação da sociedade. Significa dizer que acabou o tempo da aprovação de projetos a toque de caixa, em rito sumário nas comissões e no Plenário. Essa nova visão implicará em um esforço de diálogo por parte do prefeito Garcia, acusado de manter uma relação obtusa com os vereadores.   

“À frente da CCJ nós buscaremos garantir a participação da sociedade e dar total transparência aos projetos enviados”, afirma Elias Vaz. “Não vamos tolerar votações às escondidas como a que ocorreu numa noite de domingo”, afirma, em referência ao projeto que aprovou alteração das alíquotas para cálculo do IPTU, aprovadas na noite de 28 de setembro. O vereador afirma que ocupar a presidência da comissão lhe permitirá frear manobras da base de apoio do prefeito. “Não vamos usar artifícios para impedir votações. O que vamos fazer é garantir a independência do Poder Legislativo e o respeito à sociedade.”

IPTU

A Câmara iniciou esta semana sessões extraordinárias por meio de autoconvocação (quando não há pagamento extra aos vereadores). Somente um projeto foi aprovado: autorização para a prefeitura captar empréstimo junto a Caixa Econômica Federal para financiar obras de mobilidade em calçadas.

As sessões extra continuam hoje (16). Restam sete projetos que podem ser incluídos na pauta, entre eles o que aprova aumento na Planta de Valores Imobiliários de Goiânia, o que reflete diretamente no IPTU. Caberá à prefeitura e sua base decidir se o projeto será colocado em pauta como está - com aumento de 40% em 2015 e mais 30% em 2016. Estes índices enfrentam resistência da maioria dos vereadores.

Ainda existe a possibilidade de o Município reduzir os índices e tentar convencer a maior parte dos vereadores a aprovarem o aumento. Elias Vaz, no entanto, deixa claro que é contra qualquer aumento. “Sou contra qualquer aumento acima do índice inflacionário”, afirma. A inflação deverá ficar entre 6% e 7%.

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