'Ou fazemos a reforma ou a Previdência acaba', diz relator

Relator da proposta de reforma da Previdência Social na Câmara dos Deputados, o baiano Arthur Maia (PPS) se mostra favorável a uma das questões mais espinhosas para o governo diante da população: a de atrelar ao tempo de contribuição o percentual que o trabalhador receberá do seu salário (da ativa) quando se aposentar; "Os cálculos dizem que se nada for feito, nós teremos em 2024 toda a arrecadação federal indo para o pagamento da Previdência. Isso significa naturalmente o fim da Previdência Social", argumenta o deputado

Arthur Maia
Arthur Maia (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Relator da PEC (proposta de emenda à Constituição) na Câmara dos Deputados por meio da qual o governo pretende reformar a Previdência Social, o baiano Arthur Maia (PPS) se mostra favorável a uma das questões mais espinhosas para o governo diante da população: a de atrelar ao tempo de contribuição o percentual que o trabalhador receberá do seu salário (da ativa) quando se aposentar.

Sem rodeio, Maia decreta: "Os cálculos dizem que se nada for feito, nós teremos em 2024 toda a arrecadação federal indo para o pagamento da Previdência. Isso significa naturalmente o fim da Previdência Social", diz o deputado em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia.

Arthur Maia diz que "é vazio" o discurso da oposição de que não há déficit na Previdência. "É obvio que existe um rombo. Só as pessoas de má-fé é que querem dizer que não existe esse rombo.

"Para você ter uma ideia, em 2015 tivemos um déficit de 85 bilhões de reais. Em 2016 esse déficit foi para 150 bilhões de reais. E a expectativa para 2017 é de que teremos um déficit em torno de 250 bilhões de reais", argumenta o deputado baiano.

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