Paço vive crise, mas aliado recebe para não trabalhar

Afastado do cargo pela Justiça há quase um ano por suspeitas de fraudes em licitações, Luciano de Castro continua como servidor comissionado da Prefeitura de Goiânia com salário de R$ 11 mil, revela reportagem do jornal O Popular; informação vem a público às vésperas do envio da reforma administrativa do Paço Municipal à Câmara, cujo objetivo é reduzir o alto déficit da prefeituta, e dias após veto de Paulo Garcia à retroatividade da data-base dos servidores efetivos; prefeito disse que tinha a sensação de que o auxiliar havia sido exonerado; procurador afirma, no entanto, que o prefeito prefeiru manter Luciano no cargo porque, ao demiti-lo, estaria admitindo irregularidades e prejudicaria defesa do aliado

Afastado do cargo pela Justiça há quase um ano por suspeitas de fraudes em licitações, Luciano de Castro continua como servidor comissionado da Prefeitura de Goiânia com salário de R$ 11 mil, revela reportagem do jornal O Popular; informação vem a público às vésperas do envio da reforma administrativa do Paço Municipal à Câmara, cujo objetivo é reduzir o alto déficit da prefeituta, e dias após veto de Paulo Garcia à retroatividade da data-base dos servidores efetivos; prefeito disse que tinha a sensação de que o auxiliar havia sido exonerado; procurador afirma, no entanto, que o prefeito prefeiru manter Luciano no cargo porque, ao demiti-lo, estaria admitindo irregularidades e prejudicaria defesa do aliado
Afastado do cargo pela Justiça há quase um ano por suspeitas de fraudes em licitações, Luciano de Castro continua como servidor comissionado da Prefeitura de Goiânia com salário de R$ 11 mil, revela reportagem do jornal O Popular; informação vem a público às vésperas do envio da reforma administrativa do Paço Municipal à Câmara, cujo objetivo é reduzir o alto déficit da prefeituta, e dias após veto de Paulo Garcia à retroatividade da data-base dos servidores efetivos; prefeito disse que tinha a sensação de que o auxiliar havia sido exonerado; procurador afirma, no entanto, que o prefeito prefeiru manter Luciano no cargo porque, ao demiti-lo, estaria admitindo irregularidades e prejudicaria defesa do aliado (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - Às vésperas do envio da reforma administrativa à Câmara Municipal, numa tentativa de reduzir o déficit nas contas da Prefeitura de Goiânia, surge a constatação de que o ex-presidente da Comurg, Luciano de Castro, afastado do cargo por ordem judicial, recebeu R$ 134 mil brutos sem trabalhar. A reportagem da jornalista Fabiana Pulcineli estampa a manchete de edição desta segunda-feira (9), do jornal O Popular. Na semana passada, alegando falta de dinheiro, vereadores aliados ao Paço Municipal mantiveram veto do prefeito Paulo Garcia à retroatividade da data-base dos servidores efetivos de Goiânia.

No despacho que afastou o peemedebista, o juiz Fabiano de Aragão Fernandes, da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal, recomendou que Luciano recebesse o limite de 70% do salário, já que não teria poder para determinar a demissão, decisão que caberia a Paulo Garcia, se assim julgasse conveniente. Luciano também poderia ter pedido demissão. Não o fez por "ser inocente", segundo afirmou a O Popular.

Paulo Garcia disse ao Pop que tinha a sensação de que Luciano de Castro foi exonerado. “Deve ter sido uma interpretação do jurídico na época, mas estou sabendo disso por você (Pulcineli). Ele está fora de tudo e eu tinha a sensação de que havia sido exonerado. O que posso dizer é que não houve decisão política sobre isso."

Ainda a O Popular, o procurador-geral do Município, Carlos de Freitas, afirmou que o prefeito prefeiru manter Luciano no cargo, recebendo sem trabalhar, à revelia da grave crise financeira da municipalidade, porque, ao demiti-lo, Paulo Garcia estaria admitindo irregularidades e até colocaria em dificuldade a defesa dele (Luciano). "Seria o reconhecimento de algo errado e existe a presunção da inocência. Nós apenas cumprimos a decisão.”

Luciano de Castro foi afastado em ação proposta pelo pelo promotor de Justiça Fernando Krebs. Segundo ele, o então presidente da Comurg comandava um grupo que fraudava licitações promovidas pela empresa entre os anos de 2009 e 2011. De acordo com as investigações, a prática se dava por meio de prévio ajuste de preços e serviços, uso de documentação falsa e terceirização de empresas "laranjas" em licitações públicas.

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