"Palavra 'macaco' não foi racismo", diz torcedora

Patrícia Moreira, que chamou de "macaco" o goleiro do Santos, Aranha, pediu desculpas ao atleta e ao Grêmio, que, após o ato de racismo por parte de vários torcedores, foi expulso da Copa do Brasil; "Aquela palavra macaco não foi racismo de minha parte, foi no calor do jogo, o Grêmio estava perdendo", disse a gremista, chorando muito; "Eu quero pedir desculpas ao goleiro Aranha. Perdão de coração. Eu não sou racista. Perdão. Perdão. Peço desculpas"

Patrícia Moreira, que chamou de "macaco" o goleiro do Santos, Aranha, pediu desculpas ao atleta e ao Grêmio, que, após o ato de racismo por parte de vários torcedores, foi expulso da Copa do Brasil; "Aquela palavra macaco não foi racismo de minha parte, foi no calor do jogo, o Grêmio estava perdendo", disse a gremista, chorando muito; "Eu quero pedir desculpas ao goleiro Aranha. Perdão de coração. Eu não sou racista. Perdão. Perdão. Peço desculpas"
Patrícia Moreira, que chamou de "macaco" o goleiro do Santos, Aranha, pediu desculpas ao atleta e ao Grêmio, que, após o ato de racismo por parte de vários torcedores, foi expulso da Copa do Brasil; "Aquela palavra macaco não foi racismo de minha parte, foi no calor do jogo, o Grêmio estava perdendo", disse a gremista, chorando muito; "Eu quero pedir desculpas ao goleiro Aranha. Perdão de coração. Eu não sou racista. Perdão. Perdão. Peço desculpas" (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 - A torcedora do Grêmio Patrícia Moreira, que chamou de "macaco" o goleiro do Santos, Aranha, pediu desculpas ao atleta e ao Grêmio, que, após o ato de racismo por parte de vários torcedores, na semana passada, foi expulso da Copa do Brasil. Chorando muito, a gremista voltou a dizer que o seu ato foi no "calor" da torcida. O advogado da torcedora, Alexandre Rossato, disse que "macaco, no contexto dentro do jogo, não se tornou racista".

"Eu quero pedir desculpas ao goleiro Aranha. Perdão de coração. Eu não sou racista. Perdão. Perdão. Peço desculpas", disse a jovem, nesta sexta-feira (5), durante entrevista coletiva em Porto Alegre. A partida ocorreu pelas oitavas de finais do torneio no jogo de ida. O Grêmio perdeu em casa por 2x0. "Aquela palavra macaco não foi racismo de minha parte, foi no calor do jogo, o Grêmio estava perdendo", acrescentou Patrícia.

Ao pedir desculpas ao Grêmio, a torcedora disse que é apaixonada pelo clube. "Minha paixão mesmo. Eu vivi sempre indo ao jogo do Grêmio. Largava tudo para ir ao jogo. Peço desculpas para o Grêmio, para a nação tricolor. Eu amo o Grêmio. Desculpas para o Aranha. Perdão, perdão, perdão mesmo", afirmou.

Por sua vez, Alexandre Rossato, advogado de Patrícia, relatou como está a vida da sua cliente. "A Patrícia já sofreu ameaças. Só não vem sofrendo ameaças porque saiu das redes sociais, saiu da casa dela. A Patrícia perdeu a vida dela", disse.

Segundo o advogado, o xingamento de Patrícia ocorre dentro do "contexto do futebol". "Macaco, no contexto dentro do jogo, não se tornou racista. Isso se torna um xingamento dentro do futebol. Uma das expressões dentro do futebol. As próprias mães dos árbitros são xingadas historicamente dentro do futebol", disse.

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