‘Parece que meu pai morreu outra vez’, diz filha do arquiteto que projetou prédio que desabou em SP

Foi como se meu pai morresse outra vez, uma nova morte", diz a cineasta Denise Smekhol, filha do arquiteto Roger Smekhol, que projetou o Edifício Wilton Paes de Almeida; "Acordei em choque, quando comecei a olhar as imagens fiquei super chocada, super triste e preocupada porque eu sei que tinha mais de 400 pessoas morando no prédio. Quando comecei a ver as imagens eu simplesmente não acreditei, a sensação que eu tive foi a mesma quando vi as torres gêmeas desabarem em Nova Iorque"

Foi como se meu pai morresse outra vez, uma nova morte", diz a cineasta Denise Smekhol, filha do arquiteto Roger Smekhol, que projetou o Edifício Wilton Paes de Almeida; "Acordei em choque, quando comecei a olhar as imagens fiquei super chocada, super triste e preocupada porque eu sei que tinha mais de 400 pessoas morando no prédio. Quando comecei a ver as imagens eu simplesmente não acreditei, a sensação que eu tive foi a mesma quando vi as torres gêmeas desabarem em Nova Iorque"
Foi como se meu pai morresse outra vez, uma nova morte", diz a cineasta Denise Smekhol, filha do arquiteto Roger Smekhol, que projetou o Edifício Wilton Paes de Almeida; "Acordei em choque, quando comecei a olhar as imagens fiquei super chocada, super triste e preocupada porque eu sei que tinha mais de 400 pessoas morando no prédio. Quando comecei a ver as imagens eu simplesmente não acreditei, a sensação que eu tive foi a mesma quando vi as torres gêmeas desabarem em Nova Iorque" (Foto: Leonardo Lucena)
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SP 247 - A cineasta Denise Smekhol é filha do arquiteto Roger Smekhol, que projetou o Edifício Wilton Paes de Almeida. O prédio desabou na madrugada da terça-feira (1) por causa de um incêndio.

"Acordei em choque, quando comecei a olhar as imagens fiquei super chocada, super triste e preocupada porque eu sei que tinha mais de 400 pessoas morando no prédio. Quando comecei a ver as imagens eu simplesmente não acreditei, a sensação que eu tive foi a mesma quando vi as torres gêmeas desabarem em Nova Iorque. Misturou um monte de emoção. Foi como se meu pai morresse outra vez, uma nova morte", disse ela ao G1.

Danise, que mora em Berkeley (EUA), diz que a tragédia "é a continuação de um conflito que eu sempre senti com aquele prédio desde que decidi fazer o filme, o ‘Pele de vidro’. Eu queria contar a história do prédio como reflexo do Brasil nos últimos 50 anos". "Aquele prédio é um grande reflexo do Brasil, por tudo que aconteceu naquele prédio. Ele tem uma grande história", acrescentou.

O prédio que desabou seria uma das dez obras que seriam retratadas no filme. "Eu tinha um carinho por ele, eu queria que ele fosse preservado, que ele ficasse lindo, mas eu também tenho essa compreensão da necessidade das pessoas de terem um teto, então, eu acho que todo esse conflito é um drama da realidade que a gente está vivendo hoje. Eu desejava que elas vivessem de uma forma mais decente dentro daquele espaço, que tivesse água e luz, que não precisassem ficar puxando eletricidade da rua. Existe esse problema de moradia, existem prédios abandonados, vamos tentar resolver isso de uma forma que as pessoas possam viver de uma maneira mais decente e que não corram risco e o prédio não corra risco também", disse a cineasta.

A cineasta deve vir ao Brasil para acompanhar os desdobramentos do desabamento do prédio e tentar retomar as gravações para o filme. "Acho que todo mundo perdeu, todos perdemos um marco da arquitetura modernista, os moradores do prédio perderam o abrigo, perderam suas casas, seus pertences, eu perdi a chance de conhecer esse prédio por dentro e conhecer meu pai artisticamente, eu fiquei muito triste por tudo e por todos", complementou.

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