Paulão anuncia nomes que vão investigar ação armada contra sem terra

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), deputado Paulão (PT-AL), designou os deputados mineiros Padre João e Adelmo Carneiro Leão para acompanharem o caso e realizarem as averiguações iniciais; neste domingo (9) quatro jagunços atiraram contra 300 trabalhadores sem-terra desarmados na sede da fazenda Norte América, no município de Capitão Eneias, em Minas Gerais; para o parlamentar, a repressão e a criminalização dos movimentos sociais no País tem sido estimulada por setores do do governo Michel Temer

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), deputado Paulão (PT-AL), designou os deputados mineiros Padre João e Adelmo Carneiro Leão para acompanharem o caso e realizarem as averiguações iniciais; neste domingo (9) quatro jagunços atiraram contra 300 trabalhadores sem-terra desarmados na sede da fazenda Norte América, no município de Capitão Eneias, em Minas Gerais; para o parlamentar, a repressão e a criminalização dos movimentos sociais no País tem sido estimulada por setores do do governo Michel Temer
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), deputado Paulão (PT-AL), designou os deputados mineiros Padre João e Adelmo Carneiro Leão para acompanharem o caso e realizarem as averiguações iniciais; neste domingo (9) quatro jagunços atiraram contra 300 trabalhadores sem-terra desarmados na sede da fazenda Norte América, no município de Capitão Eneias, em Minas Gerais; para o parlamentar, a repressão e a criminalização dos movimentos sociais no País tem sido estimulada por setores do do governo Michel Temer (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 – A ação dos jagunços que dispararam seus revólveres no interior de Minas Gerais contra um acampamento de sem terra, com mais de 300 pessoas, será investigada pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, segundo anunciou o deputado federal Paulão (PT-AL), presidente da comissão. "Foi um atentado planejado para ser um massacre. O que sabemos até então é que quatro pessoas saíram gravemente feridas", disse ele.
De acordo com o parlamentar, a repressão e a criminalização dos movimentos sociais no País tem sido estimulada por setores do atual governo federal e o episódio da manhã de domingo, 9, na fazenda Norte América, no município de Capitão Eneias, em Minas Gerais, é um reflexo dessa política de massacre do governo Temer.

Leia abaixo nota divulgada pelo Presidente da CDHM:
A repressão, criminalização e atentados aos movimentos sociais que lutam pela reforma agrária tiveram mais um grave episódio na manhã de ontem (09.04), quando jagunços atiraram sobre 300 trabalhadores sem-terra desarmados na sede da fazenda Norte América, no município de Capitão Eneias, em Minas Gerais.

Segundo denúncias recebidas pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, tratou-se de uma emboscada. O administrador da fazenda marcou uma reunião e assim que os trabalhadores chegaram na cancela foram recebidos à bala. O suposto proprietário estaria dirigindo o carro de onde dez homens atiraram em homens, mulheres, grávidas e crianças.

É preciso ressaltar que as graves violações de direitos humanos em conflitos fundiários já deram causa a diversas condenações do Estado brasileiro perante à Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, bem como a relatórios da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, recomendando ao Estado a adoção de medidas que previnam conflitos fundiários com foco na realização da reforma agrária. No entanto, as vítimas ligadas ao MST seguem sofrendo atentados.

Repudio de forma veemente a omissão do Estado brasileiro e a prática de reiterados crimes contra os sem-terra e anuncio que, na condição de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que determinei à assessoria técnica da CDHM a abertura de um procedimento para monitoramento das investigações, bem como o acompanhamento do tratamento aos feridos.

Por fim, informo que designei os deputados Padre João e Adelmo Carneiro Leão, membros da CDHM e do mesmo estado onde ocorreram os atentados, para acompanharem o caso e realizarem as averiguações iniciais.

Brasília, 10 de abril de 2017

Deputado Paulão, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

 

 

 

 

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