PCR suspende licença de demolição e abre diálogo

Os armazéns do Cais José Estelita, no bairro de São José, no Centro do Recife, tiveram as licenças de demolição suspensas pela Prefeitura do Recife (PCR) Os antigos armazéns da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) dariam lugar ao projeto “Novo Recife” – um conjunto de 12 prédios de luxo residenciais e empresariais; o empreendimento vinha sendo alvo de polêmica desde que manifestantes questionaram o impacto arquitetônico para a cidade e montaram um acampamento no Cais, dando início ao protesto denominado “Ocupe Estelita” com o objetivo de impedir a demolição

Os armazéns do Cais José Estelita, no bairro de São José, no Centro do Recife, tiveram as licenças de demolição suspensas pela Prefeitura do Recife (PCR) Os antigos armazéns da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) dariam lugar ao projeto “Novo Recife” – um conjunto de 12 prédios de luxo residenciais e empresariais; o empreendimento vinha sendo alvo de polêmica desde que manifestantes questionaram o impacto arquitetônico para a cidade e montaram um acampamento no Cais, dando início ao protesto denominado “Ocupe Estelita” com o objetivo de impedir a demolição
Os armazéns do Cais José Estelita, no bairro de São José, no Centro do Recife, tiveram as licenças de demolição suspensas pela Prefeitura do Recife (PCR) Os antigos armazéns da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) dariam lugar ao projeto “Novo Recife” – um conjunto de 12 prédios de luxo residenciais e empresariais; o empreendimento vinha sendo alvo de polêmica desde que manifestantes questionaram o impacto arquitetônico para a cidade e montaram um acampamento no Cais, dando início ao protesto denominado “Ocupe Estelita” com o objetivo de impedir a demolição (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - Os armazéns do Cais José Estelita, no bairro de São José, no Centro do Recife, tiveram as licenças de demolição suspensas pela Prefeitura do Recife (PCR). O local daria lugar ao projeto “Novo Recife” – um conjunto de 12 prédios de luxo residenciais e empresariais. O empreendimento, entretanto, vinha sendo alvo de polêmica há duas semanas, desde que manifestantes questionaram o impacto arquitetônico para a cidade e montaram um acampamento no Cais, dando início ao protesto denominado “Ocupe Estelita” com o objetivo de impedir a demolição. Uma nova rodada de negociações envolvendo a Prefeitura do Recife, representantes das construtoras e da sociedade civil deverá acontecer nesta quinta-feira (5).

A decisão de suspender a derrubada dos armazéns foi divulgada pelas contas oficiais da PCR no Twitter e no Facebook. “A Prefeitura do Recife anuncia suspensão da licença de demolição dos armazéns do Cais José Estelita”, informou a mensagem, postada nesta terça-feira (3). O anúncio saiu após uma reunião com participação do prefeito Geraldo Julio (PSB), de representantes do movimento Ocupe Estelita e de sete secretários da PCR, além de membros de entidades ligadas ao assunto. Na próxima quinta-feira (5), uma nova reunião sobre o assunto deve ser realizada com a participação de representantes do Consórcio Novo Recife, que já se comprometeu em realizar ações mitigadores orçadas em R$ 62 milhões, que englobam a construção de quadras poliesportivas, uma biblioteca e um túnel na área do cais.

Na sexta-feira (6), representantes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) devem ser convocados para falar sobre a situação no Cais. A expectativa da PCR é de entrar no assunto como uma mediadora entre as construtoras e os manifestantes. Em nota, o consórcio responsável pelo projeto informou que só vai comentar sobre a suspensão da licença quando for notificada oficialmente sobre o assunto. A nota destaca também que as construtoras estão “abertas ao diálogo”, e devem continuar “cumprindo os requisitos legais para a continuidade da obra”.

Os manifestantes contrários à demolição estão acampados no entorno do Cais José Estelita há 13 dias. Na última quinta-feira (29), uma licença para reintegração de posse havia sido dada pelo desembargador-substituto Alexandre da Maia, que ordenou a “retirada dos invasores da área do imóvel, com o apoio da força policial, se necessário". Na sexta-feira (30), advogados do grupo Direitos Urbanos (DU) argumentaram contra a decisão do desembargador e classificaram a ocupação como "pacífica".

 

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