Pimentel denuncia ‘sensacionalismo midiático’ e critica ‘justiceiros’

Em referência às investigações que acontecem no País, como a Lava Jato e a Acrônimo, da qual é alvo, Pimentel denunciou o que chamou de "sensacionalismo midiático" e destacou que "tem sido comum no Brasil que certos meios de comunicação investiguem, julguem e apliquem penas no horizonte de uma edição de jornal ou de um noticiário de televisão"; "Mas não é esse o tempo da Justiça", alertou; ele criticou também "o surgimento de super-heróis, de justiceiros travestidos de magistrados"

Em referência às investigações que acontecem no País, como a Lava Jato e a Acrônimo, da qual é alvo, Pimentel denunciou o que chamou de "sensacionalismo midiático" e destacou que "tem sido comum no Brasil que certos meios de comunicação investiguem, julguem e apliquem penas no horizonte de uma edição de jornal ou de um noticiário de televisão"; "Mas não é esse o tempo da Justiça", alertou; ele criticou também "o surgimento de super-heróis, de justiceiros travestidos de magistrados"
Em referência às investigações que acontecem no País, como a Lava Jato e a Acrônimo, da qual é alvo, Pimentel denunciou o que chamou de "sensacionalismo midiático" e destacou que "tem sido comum no Brasil que certos meios de comunicação investiguem, julguem e apliquem penas no horizonte de uma edição de jornal ou de um noticiário de televisão"; "Mas não é esse o tempo da Justiça", alertou; ele criticou também "o surgimento de super-heróis, de justiceiros travestidos de magistrados" (Foto: Gisele Federicce)

Minas 247 - O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), fez duras críticas nesta terça-feira 8, em discurso durante a solenidade de entrega da Medalha Santos Dumont, realizada no município de Santos Dumont. A comenda é concedida pelo Governo de Minas Gerais e, neste ano, foram agraciadas 111 personalidades e uma entidade.

Em referência às investigações que acontecem no País, como a Lava Jato e a Acrônimo, da qual é alvo, Pimentel denunciou o que chamou de "sensacionalismo midiático" e destacou que "tem sido comum no Brasil que certos meios de comunicação investiguem, julguem e apliquem penas no horizonte de uma edição de jornal ou de um noticiário de televisão", mas alertou que "não é esse o tempo da Justiça".

"Os processos legais, garantindo os espaços de defesa e de produção de provas, demandam mais tempo e exigem isenção, algo muito diverso do sensacionalismo midiático que tem marcado o cenário do país. Ao final, queremos todos crer que a verdade se estabelecerá. Mas as mentiras, as calúnias e as acusações falsas, terão perdurado por tanto tempo que inútil será qualquer expectativa de reparação. Erros cometidos, ainda que pretensamente em busca da verdade, não deixarão de ser o que são. Nem a pretensa boa fé transformará o lícito em ilícito", disse Pimentel.

"Na democracia não pode e nem deve haver espaço para messianismos, para o surgimento de super-heróis, de justiceiros travestidos de magistrados. Não. A democracia pressupõe e exige sobriedade e contenção nos procedimentos judiciais, de forma a preservar os direitos individuais de todos e de cada um dos cidadãos. Por isso, urge que saibamos, em meio a esse processo de depuração pelo qual passa o Brasil, resguardar princípios e valores definidores de um estado democrático de direito", acrescentou.

Para o governador, "a crise que a União, os Estados e os municípios estão atravessando não encontra paralelo na nossa história. Ela não será superada fomentando o ódio e a intolerância na política e na vida pública. Não será superada com pretensas soluções econômicas, que propõem um falso equilíbrio fiscal à custa do aumento da desigualdade e do desemprego. Não será superada com a produção da desesperança e do desalento na vida da nossa gente".

Leia aqui a íntegra do discurso.

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