População se organiza contra fechamento de pronto-socorro em SP

Moradores da Grajaú e Parelheiros, sul da capital paulista, protestam no sábado (21) contra uma eventual intenção da gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) de fechar o Pronto Socorro (PS) Balneário São José; “Precisamos de mais unidade de saúde e não menos. A gestão já está fechando as unidades de Assistência Médica Ambulatorial”, disse Seiti Takahama, conselheiro municipal de Saúde

Moradores da Grajaú e Parelheiros, sul da capital paulista, protestam no sábado (21) contra uma eventual intenção da gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) de fechar o Pronto Socorro (PS) Balneário São José; “Precisamos de mais unidade de saúde e não menos. A gestão já está fechando as unidades de Assistência Médica Ambulatorial”, disse Seiti Takahama, conselheiro municipal de Saúde
Moradores da Grajaú e Parelheiros, sul da capital paulista, protestam no sábado (21) contra uma eventual intenção da gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) de fechar o Pronto Socorro (PS) Balneário São José; “Precisamos de mais unidade de saúde e não menos. A gestão já está fechando as unidades de Assistência Médica Ambulatorial”, disse Seiti Takahama, conselheiro municipal de Saúde (Foto: Leonardo Lucena)
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Por Rodrigo Gomes, da RBA - Moradores da região de Grajaú e Parelheiros, no extremo sul da capital paulista, vão realizar uma manifestação no próximo sábado (21) para rechaçar qualquer intenção da gestão do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), de fechar o Pronto Socorro (PS) Balneário São José. “Eles querem deixar apenas um equipamento de saúde de cada modalidade por distrito. Como logo vai abrir completamente o Hospital de Parelheiros, estão pretendendo fechar o PS e direcionar todo atendimento para lá”, afirmou o conselheiro municipal de Saúde Seiti Takahama.

A unidade faz atendimentos de baixa e média complexidade, onde, até agora, o único hospital geral é o Estadual do Grajaú. Em breve, o Hospital Municipal de Parelheiros deve passar a atender plenamente. Inaugurado no final de março, a unidade tem apenas 11% da estrutura funcionando. No entanto, segundo Takahama, a população não pode ficar sem nenhum tipo de atendimento. “Precisamos de mais unidade de saúde e não menos. A gestão já está fechando as unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA). Não pode fechar mais esse pronto-socorro”, afirmou.

O protesto será realizado em frente ao PS. “Vamos exigir que a prefeitura mantenha a unidade aberta e melhore o serviço, que é muito ruim. Não adianta abrir um grande hospital e fechar os atendimentos menos complexos, porque isso vai superlotar a nova unidade”, destacou Takahama. A prefeitura nega que vá fechar o local. “A Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sul explica que não procede a informação de que o Pronto Socorro Municipal Balneário São José será fechado. É importante destacar que nenhum serviço da rede municipal será interrompido sem que antes outro equipamento esteja pronto para substituí-lo”, diz a Secretaria Municipal da Saúde, em nota.

Para a vereadora Juliana Cardoso (PT), a gestão Covas faz um jogo dúbio, negando que vá fechar o local, mas dizendo que pode “substituir” equipamentos e serviços. “Querem fechar na calada da noite. Vão desmontando aos poucos. Esta intenção – de fechar equipamentos – está mais que demonstrada”, afirmou. Para ela, a situação é preocupante porque não há garantia de que o Hospital de Parelheiros vá ser 100% aberto em breve. “Isso pode piorar muito o atendimento à população que já conta com poucas unidades de saúde na região”, completou.

A secretaria argumenta ainda que “pretende garantir 100% de cobertura por equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF), que hoje não é oferecida pelo PS Balneário São José”. Para Juliana essa “troca” não é garantia de melhoria no atendimento à população, já que estas equipes não fazem atendimentos de especialidades. “Não é uma troca aceitável, porque são serviços diferentes. As pessoas precisam dos dois tipos de atendimento, tanto o ESF quanto os pronto atendimentos. E devem se mobilizar e protestar para que a gestão entenda isso”, concluiu.

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