Porto do Pecém apresenta alta na movimentação no primeiro trimestre

No primeiro trimestre de 2017, o Porto do Pecém registrou um aumento de 100% na movimentação se comparado ao mesmo período de 2016. Entre as cargas mais movimentadas estão o granel sólido, que participou com 61% das movimentações (2.561.801 t), seguido da carga geral solta, com 883.219 t (21%), carga conteinerizada, com 570.957 t (14%), e granel líquido, 160.926 t (4%)

No primeiro trimestre de 2017, o Porto do Pecém registrou um aumento de 100% na movimentação se comparado ao mesmo período de 2016. Entre as cargas mais movimentadas estão o granel sólido, que participou com 61% das movimentações (2.561.801 t), seguido da carga geral solta, com 883.219 t (21%), carga conteinerizada, com 570.957 t (14%), e granel líquido, 160.926 t (4%)
No primeiro trimestre de 2017, o Porto do Pecém registrou um aumento de 100% na movimentação se comparado ao mesmo período de 2016. Entre as cargas mais movimentadas estão o granel sólido, que participou com 61% das movimentações (2.561.801 t), seguido da carga geral solta, com 883.219 t (21%), carga conteinerizada, com 570.957 t (14%), e granel líquido, 160.926 t (4%) (Foto: Rodrigo Rocha)

Ceará 247 - O primeiro trimestre de atividades no Porto do Pecém apresentou um resultado significativo e correspondente ao plano do Governo do Ceará em transformar o porto cearense em uma das principais portas de entrada e saída de mercadorias da região. O aumento de 100% na movimentação, quando comparado ao mesmo período de 2016, mostra os resultados dos investimentos que estão sendo realizados em Pecém.

O total de 4.176.903 toneladas movimentadas, é fruto do incremento nas exportações, que cresceram de 259.355 t em 2016 para 1.024.428 e importações, de 1.830.386 t para 3.152.475 t toneladas. Para o diretor-presidente da Cearáportos, Danilo Serpa, a intenção, aos poucos, é transformar  o cenário que hoje se configura no Porto do Pecém, que é predominantemente importador. "Estamos realizando um trabalho forte de prospecção de novos negócios, buscando mais investimentos para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), para isto, contamos com a Zona de Processamento de Exportação (ZPE/Ceará) e uma ampla área industrial", disse. Segundo Serpa, para que isto aconteça, o Estado conta com  o potencial de infraestrutura  que o CIPP apresenta para sediar grandes empresas e ser a porta de saída de suas mercadorias.

Apesar de apresentar um amplo mix de cargas movimentadas, existem as que mais se destacam. Este ano, o primeiro lugar ficou com o granel sólido, que participou com 61% das movimentações (2.561.801 t), seguido da carga geral solta, com 883.219 t (21%), carga conteinerizada, com 570.957 t (14%), e granel líquido, 160.926 t (4%).

Em relação ao tipo de navegação, a de longo curso (com portos de outros países), cresceu 70%, tendo como principais produtos movimentados o carvão mineral (1.457.690 t), gás natural (122.934 t), pedras calcárias (55.032 t), e produtos siderúrgicos (41.072 t), e nas exportações os destaques ficaram por conta das movimentações de placas de aço (763.000 t), frutas (34.678 t), plásticos e suas obras (21.626 t), água de coco (9.562 t), calçados (4.747 t), granito (3.753 t).

A cabotagem (movimentação entre portos brasileiros), que em 2016 sofreu uma baixa, este ano começa a crescer novamente. O incremento de 191% foi resultado, principalmente, do desembarque de minério de ferro (1.049.079 t), produtos siderúrgicos (101.814 t), arroz (50.568 t), plásticos e suas obras (35.968 t), e embarques de sal (30.760 t), farinha de trigo (29.182 t), cimentos (11.819 t).

De acordo com o presidente, este resultado pode ser ainda melhor. "Estamos trabalhando para que o serviço, que hoje é oferecido no Porto do Pecém, melhore a cada dia. Queremos cada vez mais um porto mais eficiente, com capacidade de atender a crescente demanda que se estabelece", finalizou. De acordo com Serpa, a expectativa é de que este ano seja finalizado com 14 milhões de toneladas movimentadas.

Danilo destaca, para que este resultado seja alcançado, a operação da Companhia Siderúrgica do Pecém - CSP, que tem capacidade anual de produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço, e a safra de frutas frescas, que começa em agosto e já conta com uma nova linha para Antuérpia.

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