Posições do governador causam novo constrangimento ao PT

A declaração do governador Camilo Santana, defendendo a chapa Ciro Gomes/Fernando Haddad em 2018, criou mais uma situação constrangedora para o Partido dos Trabalhadores, cuja direção nacional defende o nome de Lula para 2018. O presidente do PT Ceará, Fco. de Assis Diniz, não quis comentar a declaração do governador.  Há poucos dias, Fernando Haddad esteve em Fortaleza, participando da Bienal da UNE e foi recebido pelo governador e pelo prefeito Roberto Cláudio, também ligado aos Ferreira Gomes

A declaração do governador Camilo Santana, defendendo a chapa Ciro Gomes/Fernando Haddad em 2018, criou mais uma situação constrangedora para o Partido dos Trabalhadores, cuja direção nacional defende o nome de Lula para 2018. O presidente do PT Ceará, Fco. de Assis Diniz, não quis comentar a declaração do governador.  Há poucos dias, Fernando Haddad esteve em Fortaleza, participando da Bienal da UNE e foi recebido pelo governador e pelo prefeito Roberto Cláudio, também ligado aos Ferreira Gomes
A declaração do governador Camilo Santana, defendendo a chapa Ciro Gomes/Fernando Haddad em 2018, criou mais uma situação constrangedora para o Partido dos Trabalhadores, cuja direção nacional defende o nome de Lula para 2018. O presidente do PT Ceará, Fco. de Assis Diniz, não quis comentar a declaração do governador.  Há poucos dias, Fernando Haddad esteve em Fortaleza, participando da Bienal da UNE e foi recebido pelo governador e pelo prefeito Roberto Cláudio, também ligado aos Ferreira Gomes (Foto: Fatima 247)

A defesa da candidatura Ciro Gomes/Fernando Haddad em 2018, pelo governador petista Camilo Santana, divulgada em entrevista ao jornal O POVO, causou mais uma situação constrangedora para o Partido dos Trabalhadores no Ceará. Para muitos petistas é cada vez mais mais claro o afastamento de Camilo do projeto do partido, cuja direção nacional defende o nome de Lula para 2018. 

A forte ligação de Camilo Santana com o grupo político de Cid Gomes sempre foi um problema na relação de Camilo com o PT. Há poucos dias, Fernando Haddad esteve em Fortaleza, participando da Bienal da UNE. Haddad foi recebido pelo governador e pelo prefeito Roberto Cláudio, também ligado aos Ferreira Gomes.

Os problemas de Camilo com o PT ficaram públicos na escolha de seu nome para o Governo do Estado, em 2014, definido às vésperas do prazo final, pelo governador Cid Gomes na sua sucessão. O PT pleiteava uma vaga ao Senado e foi surpreendido com a indicação. À época a deputada federal Luizianne Lins não apoiou Camilo alegando exatamente a sua aproximação com os Ferreira Gomes. Em 2016, Camilo não apoiou a candidata do PT à Prefeitura de Fortaleza, a própria Luizianne, optando pela candidatura à reeleição do prefeito Roberto Cláudio, do grupo de Cid Gomes. 

Na avaliação de alguns dirigentes Camilo Santana deveria definir logo sobre sua permanência ou não no PT, para que o partido possa se preparar para as próximas eleições, consideradas estratégicas para a sobrevivência da sigla que enfrenta muitos problemas internos e externos, com a campanha de desconstituição que o PT é alvo, principalmente, a partir da Operação Lava Jato que colocou o ex-presidente Lula como o principal alvo.

Ligado no PT ao deputado federal José Guimarães, Camilo tem tido posições que vão de encontro ao que a própria corrente majoritária do partido defende o que acirra as disputas internas com os outros grupos. O próprio Guimarães está convencido da importância da candidatura de Lula em 2018 e já teria externado ao governador essa disposição. 

O presidente do PT Ceará, Fco. de Assis Diniz, não quis comentar a entrevista e disse que deverá ter uma reunião ainda hoje com o governador, juntamente com os principais movimentos sociais do Ceará, mas que esse assunto não está na pauta. Para De Assis, o fundamental na atual conjuntura, é organizar o partido para 2018, com as forças que o partido dispuser. "A situação de Camilo no PT é um assunto que, no momento, não está em discussão". 

De Assis está cumprindo uma agenda intensa pelo interior do estado, visitando os diretórios municipais na preparação para o 6º Congresso Nacional do PT , marcado para os 1, 2 e 3 de junho de 2017 e que deverá definir os rumos e as mudanças do partido. Até lá, segundo De Assis, não haverá discussão sobre temas menores. "Precisamos discutir é o futuro do PT e isso passa pelas decisões do 6º Congresso e não pelas posições do nosso governador". 

 

 

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