Professores rejeitam diretrizes da Prefeitura e mantêm calendário de 2016

Centenas de professores da rede municipal de educação de Porto Alegre lotaram, na manhã desta sexta-feira (3), o salão da Paróquia da Pompéia, para realizar assembleia a respeito das mudanças na organização da rotina escolar proposta pela prefeitura; eles decidiram rejeitar as novas diretrizes do governo municipal e manter, quando as aulas recomeçarem, na segunda-feira (6), os calendários que haviam sido aprovado pelos conselhos de cada escola ainda em 2016; divergências entre professores e a prefeitura começaram no dia 21 de fevereiro, quando o prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) revogou decreto de 2004 que definia a rotina de organização das escolas municipais que oferecem turmas de 1º ao 9º ano, isto é, recebem alunos de 6 a 14 anos

03/03/2017 - PORTO ALEGRE, RS - Assembleia e caminhado dos professores da rede municipal contra decisões arbitrárias da Prefeitura. Foto: Maia Rubim/Sul21
03/03/2017 - PORTO ALEGRE, RS - Assembleia e caminhado dos professores da rede municipal contra decisões arbitrárias da Prefeitura. Foto: Maia Rubim/Sul21 (Foto: José Barbacena)

Sul 21 - Centenas de professores da rede municipal de educação de Porto Alegre lotaram, na manhã desta sexta-feira (3), o salão da Paróquia da Pompéia, no bairro Floresta, para realizar uma grande assembleia a respeito das mudanças na organização da rotina escolar proposta pela Prefeitura no dia 21 de fevereiro. Eles decidiram rejeitar as novas diretrizes do governo municipal e manter, quando as aulas recomeçarem, na segunda-feira (6), os calendários que haviam sido aprovado pelos conselhos de cada escola ainda em 2016.

As divergências entre professores e a Prefeitura começaram no dia 21 de fevereiro, quando o prefeito Nelson Marchezan Jr. (PSDB) revogou um decreto de 2004 que definia a rotina de organização das escolas municipais que oferecem turmas de 1º ao 9º ano, isto é, recebem alunos de 6 a 14 anos. Até o momento, a Prefeitura não emitiu nenhum decreto substituto, apenas uma portaria com diretrizes que definem mudanças nos horários de entrada e saída dos colégios, redução dos cinco períodos de aula de 50 para 45 minutos diários, redução do recreio de 20 para 15 minutos e obrigatoriedade de que os professores titulares de cada turma estejam com os alunos durante todos os períodos diários.

O objetivo das medidas, segundo a Secretaria Municipal de Educação (Smed), é aumentar o tempo de contato entre professores e alunos. Mas, de acordo com a Atempa, sindicato que representa os professores municipais, acontecerá o contrário. Os educadores questionam a argumentação da Smed de que, atualmente, eles não dão aula durante os 50 minutos de cada período e que estes são entrecortados por lanches. Eles dizem que a decisão de retardar o início das aulas, das 7h30 para às 8h, apenas irá diminuir a carga horária em sala de aula e que as mudanças farão com que os alunos fiquem desassistidos durante os períodos das refeições.

As novas diretrizes geraram uma grande reação dos professores municipais já a partir do dia seguinte ao anúncio para diretores de escolas. Protestos diante da Smed reuniram centenas de pessoas, mas, nesta sexta, a categoria deu uma demonstração ainda maior de unidade, lotando o salão da paróquia, sem que houvesse espaço para que mais pessoas entrassem no local, outras centenas se reuniram do lado de fora para aguardar o resultado do encontro.

A assembleia definiu a rejeição das novas diretrizes para organização escolar definidas em portaria da Prefeitura. Os professores seguirão, a partir de segunda-feira, o calendário que havia sido combinado com as comunidades escolares em 2016. “A rotina escolar de chegada na escola às 7h15 para tomar café e o início das aulas às 7h30 no turno da manhã. A mesma coisa correspondente no turno da tarde”, explica Fabiane Pavani, diretora da Atempa.

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