Profissionais da saúde unificam luta por reajuste

Sindicatos que representam médicos, enfermeiros, técnicos, assistentes sociais e as demais categorias que trabalham na rede privada de saúde e em hospitais filantrópicos uniram forças para realizar atos em hospitais de Porto Alegre e da Região Metropolitana para marcar a luta das categorias por reajuste salarial; os profissionais da saúde pedem reajuste de 15% (9,91% referente à inflação e 5,09% de aumento real), enquanto o Sindicato de Hospitais de Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), até agora, oferece apenas de 3,5% de reajuste

Sindicatos que representam médicos, enfermeiros, técnicos, assistentes sociais e as demais categorias que trabalham na rede privada de saúde e em hospitais filantrópicos uniram forças para realizar atos em hospitais de Porto Alegre e da Região Metropolitana para marcar a luta das categorias por reajuste salarial; os profissionais da saúde pedem reajuste de 15% (9,91% referente à inflação e 5,09% de aumento real), enquanto o Sindicato de Hospitais de Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), até agora, oferece apenas de 3,5% de reajuste
Sindicatos que representam médicos, enfermeiros, técnicos, assistentes sociais e as demais categorias que trabalham na rede privada de saúde e em hospitais filantrópicos uniram forças para realizar atos em hospitais de Porto Alegre e da Região Metropolitana para marcar a luta das categorias por reajuste salarial; os profissionais da saúde pedem reajuste de 15% (9,91% referente à inflação e 5,09% de aumento real), enquanto o Sindicato de Hospitais de Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), até agora, oferece apenas de 3,5% de reajuste (Foto: Leonardo Lucena)

Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - Sindicatos que representam médicos, enfermeiros, técnicos, assistentes sociais e as demais categorias que trabalham na rede privada de saúde e em hospitais filantrópicos uniram forças para realizar atos em hospitais de Porto Alegre e da Região Metropolitana na tarde desta terça-feira (28) para marcar a luta das categorias por reajuste salarial. Os profissionais da saúde pedem reajuste de 15% (9,91% referente à inflação e 5,09% de aumento real), enquanto o Sindicato de Hospitais de Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), até agora, oferece apenas de 3,5% de reajuste.

A partir do meio-dia, trabalhadores se reuniram em frente ao Hospital de Clínicas, ao Hospital Conceição, à Secretaria Municipal de Saúde, ao Hospital São Lucas da PUCRS e ao Hospital Nossa Senhora das Graças, de Canoas. “Esse grande movimento de hoje é um alerta de que a saúde pode vir a parar. Nós estamos em estado de greve”, diz Gilnei Borges, diretor de Imprensa e Divulgação do Sindisaúde.

Em frente ao Clínicas, dezenas de trabalhadores protestavam em uma das entradas e cantavam palavras de ordem, como: “A nossa luta é todo dia, saúde não é mercadoria”. Após a mobilização inicial, os manifestantes partiram em marcha pelas ruas da cidade a partir da Av. Protásio Alves.

Apesar de a folha salarial do Clínicas ser paga pelo governo federal, os reajustes concedidos aos trabalhadores do hospital são vinculados às negociações dos sindicatos do setor privado com o Sindihospa.

Segundo Borges, em assembleia realizada há 10 dias, representantes de 11 sindicatos de profissionais da saúde votaram por entrar em estado de greve. Caso as negociações não avancem, ele afirma que uma greve pode ser convocada para breve.

O Sindihospa ofereceu inicialmente um reajuste de 3% parcelado em três vezes. Posteriormente, orientou os hospitais a repassarem 3,5% de reajuste na próxima folha antes do término das negociações. “Esperamos chegar o mais breve possível no INPC e no aumento real”, diz Gilnei, salientando que as categorias também pedem que o reajuste seja retroativo ao mês de abril, data-base dos profissionais da saúde.

Além da reposição salarial, os trabalhadores também pedem melhores condições de trabalho e o fim da sobrecarga. “Hoje, faltam trabalhadores em todos os hospitais de Porto Alegre, sem exceção”, diz Gilnei.

Angélica Trinca, assessora do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do RS (Sergs), salienta que os profissionais da saúde também se manifestam contra a PEC 241/2016, que limita os gastos públicos por 20 anos ao crescimento da inflação e desobriga União, estados e municípios a investirem um percentual mínimo da sua receita nas áreas da saúde e educação, como ocorre atualmente.

Caso ela venha a ser aprovada, os sindicatos temem que isso resulte na perda de bilhões de reais em investimento anual na Saúde, o que levaria à precarização do atendimento no SUS e a grandes prejuízos aos profissionais da área, uma vez que o SUS é um dos maiores empregadores do setor. “Nós vamos ter uma precarização ainda maior da saúde, que já não está em bom estado”, afirma.

Angélica comemora o fato de que as diferentes categorias da saúde conseguiram superar divergências internas e se mobilizaram de forma unificada na campanha salarial deste ano. “É a parte mais importante desse movimento, porque nós chegamos à conclusão de que só unificados teremos sucesso no nosso momento. Só vamos aceitar uma proposta isonômica”, diz. “Há muito os trabalhadores vêm sendo desvalorizados pelas patronais do RS. Hoje, dizem que é em função da crise que está instalada. Essa crise não é dos trabalhadores. Na verdade, em todo o período que as empresas receberam vários aportes de recursos governamentais ou tiveram lucros, isso nunca se refletiu no salário dos trabalhadores e, agora que tem uma crise, os trabalhadores devem participar da crise com o seu sacrifício pessoal”, complementa.

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