Promotor do MP-SP é denunciado por corrupção

Promotor Roberto Senise Lisboa é acusado de receber R$ 428 mil para tomar decisões favoráveis às Casas Bahia durante investigações sobre supostos crimes contra o consumidor; denúncia foi oferecida pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa; quebra de sigilo bancário mostra que o dinheiro saiu das contas da empresa, passou pelo advogado e chegou até o promotor

Promotor Roberto Senise Lisboa é acusado de receber R$ 428 mil para tomar decisões favoráveis às Casas Bahia durante investigações sobre supostos crimes contra o consumidor; denúncia foi oferecida pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa; quebra de sigilo bancário mostra que o dinheiro saiu das contas da empresa, passou pelo advogado e chegou até o promotor
Promotor Roberto Senise Lisboa é acusado de receber R$ 428 mil para tomar decisões favoráveis às Casas Bahia durante investigações sobre supostos crimes contra o consumidor; denúncia foi oferecida pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa; quebra de sigilo bancário mostra que o dinheiro saiu das contas da empresa, passou pelo advogado e chegou até o promotor (Foto: José Barbacena)
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SP 247 - O promotor Roberto Senise Lisboa é acusado de receber R$ 428 mil para tomar decisões favoráveis às Casas Bahia durante investigações sobre supostos crimes contra o consumidor. A denúncia foi oferecida pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa. O ex-diretor jurídico da empresa Alexandre Guarita e ao advogado Vladmir Oliveira da Silveira também foram denunciados.

A quebra de sigilo bancário mostra que o dinheiro saiu das contas da empresa, passou pelo advogado e chegou até o promotor. Entre 2009 e 2011, Senise era era promotor do Consumidor e é acusado de executar ações e alterações em multas que ajudaram a empresa.

Segundo a denúncia, o advogado Silveira emprestou sua conta bancária para receber o dinheiro das Casas Bahia como pagamentos de honorários advocatícios, a fim de esconder o verdadeiro motivo da ação. A partir daí, segundo Elias Rosa, o promotor tentou mudar o último TAC feito por ele e buscou mostrar uma postura mais dura contra a empresa. Ele propôs uma ação civil pública contra as Casas Bahia e pagamento de multa de mais de R$ 170 milhões, mas não adotou medidas que garantissem o pagamento.

Por meio de nota, as Casas Bahia informou que não vai comentar o caso porque não está envolvida nas investigações e Guarita não trabalha mais na empresa. O ex­diretor da empresa informou que vai esperar ser notificado para se pronunciar sobre a denúncia.

 

 

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