PSB começa a "dar corpo" à candidatura de Campos

Apesar do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), não ter anunciado publicamente se será candidato ou não à eleiçõa presidencial de 2014, os diretórios regionais do PSB já começam a tocar o barco para divulgar o nome do gestor e conseguir cada vez mais apoio à sua possível candidatura. A estratégia aponta que dificilmente haverá um recuo por parte da cúpula socialista nas articulações com prefeitos, vereadores e filiados do PSB com vistas à maior visibilidade de Campos em nível nacional

SÃO PAULO,SP,22.08.2013:EDUARDO CAMPOS/SECOVI - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos participa de almoço com empresários na sede do Secovi SP, o maior sindicato do mercado imobiliário da América Latina, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (22). Ca
SÃO PAULO,SP,22.08.2013:EDUARDO CAMPOS/SECOVI - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos participa de almoço com empresários na sede do Secovi SP, o maior sindicato do mercado imobiliário da América Latina, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (22). Ca (Foto: Paulo Emílio)
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PE247 – Apesar do presidenciável e governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), não ter anunciado publicamente se será candidato ou não na eleição 2014, os diretórios regionais do PSB já começam a tocar o barco para divulgar o nome do gestor e conseguir cada vez mais apoio à sua possível candidatura. A estratégia aponta para o indicativo de que, mesmo com as críticas do governador à antecipação do debate eleitoral, dificilmente haverá um recuo por parte da cúpula socialista nas articulações com prefeitos, vereadores e filiados do PSB com vistas à maior visibilidade de Campos em nível nacional.

“Ele não disse a ninguém que é candidato, mas também não negou. Não dizendo que não é, mas já sabemos que é”, afirmou o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB), que também é presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Vale ressaltar que a última pesquisa do Datafolha, em agosto, apontou que o gestor era o mais desconhecido entre os eleitores. Somente 7% disseram conhecer Campos, enquanto, no caso da presidente Dilma Rousseff (PT), este percentual foi de 58%, o que, em tese, aumentará ainda mais os esforços por parte do PSB para conseguir apoio de lideranças política e, sobretudo, do eleitorado ao projeto presidencial da legenda.

No caso de Pernambuco, Patriota tem sido um dos principais aliados de Campos e críticos à gestão da presidente Dilma. Após a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), cuja arrecadação é o principal meio de repasse de verba aos Executivos municipais através do Fundo de Participação dos Municípios (FMP), os prefeitos têm reivindicado mais captação de recursos junto ao Governo Federal. E como dirigente da Amupe, Patriota continuará sendo uma das maiores lideranças no estado em defesa da revisão do Pacto Federativo, principal bandeira de Campos, e, evidentemente, da postulação do gestor ao Palácio do Planalto. Dessa forma, o congressista exercerá um importante papel para divulgar o nome do gestor em seu principal reduto eleitoral.

No Mato Grosso, o PSB promoveu duas reuniões no interior. Lá, deverão ocorrer mais dez encontros até dezembro. “Eles (militantes municipais) deverão fazer esse diálogo em suas cidades, informando da perspectiva da candidatura de Eduardo”, declarou o deputado federal e presidente do PSB mato-grossense, Valtenir Pereira.

No Piauí, a candidatura de Campos à Presidência aparenta ganhar mais corpo nas discussões. De acordo com informações da Folhapress, a cada três semanas há eventos em que a postulação do gestor acaba sendo objeto de discussão. O último ocorreu no fim do mês, na cidade Cristino de Castro, que fica a 555 quilômetros da capital (Teresina). “Uma das primeiras perguntas foi se Eduardo é candidato. Eu disse: podem arregaçar as mangas e discutir o nome dele na base”, informou o primeiro-secretário do PSB no piauiense, Messias Júnior.

As articulações para captar apoio político a Campos também ocorrem em outros estados governados pelo PSB, como o Espírito Santo e a Paraíba. Diante deste cenário, o chefe do Executivo paraibano, Ricardo Coutinho, que tem participado de reuniões sobre o projeto do PSB, reforçou a fama de gestor moderno que é e, provavelmente, será uma das principais marcas de Campos na campanha 2014, caso ele se saia candidato. “O PSB precisa apresentar uma agenda de futuro e, nesse momento, quem tem mais capacidade por sua experiência e história que junta tradição com modernidade, é Eduardo Campos”, disse o pessebista.

Quanto a São Paulo, as informações dão conta de que pesquisas feitas com os filiados do PSB no Estado apontam que 97% deles são favoráveis à candidatura do governador pernambucano à Presidência. Com isso, pressupondo que o gestor entre na disputa presidencial, Campos dá o primeiro passo para ganhar apoio numa região onde a sua maior adversária, a presidente Dilma, também vai lidar com dificuldades para conquistar o eleitorado num estado fora do seu reduto eleitoral, que é a Região Nordeste. Se o governador já conquistou os filiados (em São Paulo) faltando mais de um ano para a eleição, o próximo passo é conquistar o eleitorado no maior colégio eleitoral do país.

 

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