"PT erra ao lançar Antônio Gomide", afirma Samuel

Presidente do PMDB critica candidatura e afirma que seu partido tem mais estrutura política e capilaridade eleitoral; para Samuel Belchior, a oposição erra ao lançar três candidatura (PMDB, PT e Vanderlan) e diz que divisão favorece Marconi Perillo; "O PMDB vai sair ao governo e se o PT não estiver conosco, infelizmente, vamos buscar outras alianças", avisa o deputado

samuel belchior
samuel belchior (Foto: José Barbacena)
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Diário da Manhã (Helton Lenine) - O deputado Samuel Belchior, presidente estadual do PMDB, afirmou que o PT erra ao lançar candidato próprio à sucessão estadual, no caso, o prefeito Antônio Gomide, sob o argumento de que a existência de dois ou três nomes enfraquece a oposição e favorece a reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB).

"Não há espaço para três candidaturas pela oposição ao governo estadual", disse o parlamentar, se referindo à possibilidade do lançamento de Antônio Gomide, pelo PT, Vanderlan Cardoso, pelo PSB e Júnior Friboi ou Iris Rezende, pelo PMDB.

Em entrevista à rádio Mil FM, Samuel Belchior descartou a possibilidade de o PMDB abrir mão da cabeça de chapa para apoiar o petista Antônio Gomide. "A possibilidade de o PMDB apoiar o PT no primeiro turno é nula, porque o nosso partido tem maior estrutura política nos municípios, capilaridade eleitoral, lidera as pesquisas de intenção de voto e poder de aglutinar partidos e aliados nas eleições deste ano." Samuel Belchior lembra que, desde 1998, há uma polarização entre as forças do PSDB e do PMDB, o que segundo ele, não abre espaço para uma terceira via.

O dirigente peemedebista sustentou que o prefeito de Anápolis não é a melhor opção no momento e que o PT prioriza a eleição presidencial. "Gomide não tem a maior aliança, não é o maior nas pesquisas e não está no maior partido de Goiás. E ainda tem um projeto maior que é eleger a presidente Dilma", concluiu.

Samuel Belchior disse que, caso contrário, o PT optar pelo lançamento da candidatura de Antônio Gomide, no encontro regional do próximo dia 29, o PMDB vai respeitar. "Da mesma forma que espero que respeitem a decisão do PMDB em marcar com candidatura própria ao governo, entendo que o PT também tem esse direito, embora entendemos  que vai fragilizar o projeto da oposição de vencer as eleições deste ano."

O presidente peemedebista acredita que essa rachadura na aliança entre PT e PMDB é um "erro profundo", mas que o "PMDB vai sim lançar candidato" ao governo. "Esta é uma aliança e precisa ser mantida. O projeto tem que continuar. O PMDB vai sair ao governo e se o PT não estiver conosco, infelizmente, vamos buscar outras alianças", finalizou.

Na conversa com os jornalistas Ivan Mendonça e Jerônimo Rodrigues, o dirigente peemedebista sustenta que o bom senso recomenda a união da oposição "já no primeiro turno", sob pena de chegar à etapa final com frissuras e desgastes. "É preciso reconhecer o poder de mobilização do grupo que está no governo, apesar dos reconhecidos desgastes junto à população de Goiás."

Samuel Belchior não acredita que o PMDB sairá rachado devido à disputa interna existente entre Iris Rezende e Júnior Friboi para a escolha do candidato a governador. "Iris e Friboi estarão juntos na chapa majoritária", afirmou, explicando que falta definir qual dos dois concorrerá ao governo e quem tentará o Senado. O deputado teve demorada conversa, separadamente, semana passada, com Iris Rezende e Júnior Friboi e mostrou a ambos a necessidade de se buscar o entendimento, com os dois figurando na mesma chapa para governador e senador.

Independente do caminho a seguir pelo PT, o presidente do PMDB ressaltou que o seu partido vai buscar alianças com o PC do B, Pros, PTN, PPL, PEN e PRTB para a formatação de chapa majoritária - governador, vice-governador e senador -, e proporcional - deputado federal e estadual - para o embate eleitoral deste ano em Goiás. "O PMDB, com o sem o PT no primeiro turno, vai lançar forte chapa majoritária e proporcional, em coligação com os partidos aliados."

Samuel Belchior enfatizou que o PMDB vai apresentar, em junho, durante a convenção, as plataformas de governo que pretende debater durante a campanha eleitoral. "Já estamos ouvindo a sociedade para a elaboração de um plano de governo que seja, efetivamente, sintonizado com as aspirações da sociedade goiana."

GESTÃO EFICIENTE

Samuel Belchior revelou que, de acordo com as pesquisas qualitativas encomendadas pelo PMDB, o eleitorado goiano, mais do que um nome novo, defende mudanças de comportamento na forma de se administrar o Estado. "O eleitor pede conduta ética, moral e rigor na aplicação dos recursos públicos. Mais do que um nome novo, o eleitor quer mudança de atitude, de comportamento e de prática no exercício do poder."

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