PT reúne delegados para decidir sobre coligações e senado

Até o próximo sábado (28) o Partido dos Trabalhadores deve decidir sobre a política de alianças para as eleições majoritárias e proporcionais, principalmente sobre a questão do senado. Com duas vagas em disputa, o PT discute sobre apoio ou não a candidatos de outras agremiações ou a demanda do atual senador José Pimentel, que quer ir para a reeleição. A decisão será oficialmente tomada por cerca de 350 delegados que participarão do Encontro Estadual de Tática Eleitoral

PT reúne delegados para decidir sobre coligações e senado
PT reúne delegados para decidir sobre coligações e senado

Ceará 247 - Até o próximo sábado (28) o Partido dos Trabalhadores deve decidir sobre a política de alianças para as eleições majoritárias e proporcionais, principalmente sobre a questão do senado. A decisão será oficialmente tomada por cerca de 350 delegados que participarão do Encontro Estadual de Tática Eleitoral, no auditório do Hotel Praia Centro, durante todo o dia de sábado.

A definição sobre o senado é o principal problema ser enfrentado pelo partido. Com duas vagas em disputa, o PT discute sobre apoio ou não a candidatos de outras agremiações ou a demanda do atual senador José Pimentel, que quer ir para a reeleição. 

Ao longo desta semana estão sendo feitas diversas conversas internas para tentar construir um consenso que não crie dificuldades para o conjunto do partido. A ideia é chegar com unidade ao encontro, com uma posição alternativa que não aponte apoio à Eunício, mas que não prejudique a aliança em torno da reeleição de Camilo.

A maior resistência é do senador José Pimentel, aliado da deputada federal Luizianne Lins, de quem cobra apoio. Os demais agrupamentos estão discutindo uma construção política mediadora, inclusive a tendência interna majoritária (CNB), liderada pelo deputado federal José Guimarães, que detém mais da metade dos delegados do encontro, mas não quer dividir o partido. Guimarães vai reunir os delegados da CNB na sexta-feira, antes do encontro, para fechar uma posição.

Eleito em 2010, numa ampla aliança que se agrupava em torno da reeleição de Cid Gomes ao governo do Estado e de Eunício Oliveira ao senado, o PT ficou com uma das vagas, elegendo José Pimentel. Agora, com o PT ocupando a vaga de governador, eventuais aliados disputam as duas vagas ao Senado.

Não fosse só isso, o governador Camilo Santana tem interesse em acomodar os mesmos grupos de 2010, após um rompimento traumático em 2014 e uma aproximação complicada, após o golpe de 2016. Camilo conseguiu superar os problemas de 2014, fazendo uma reaproximação com seu ex-adversário, o senador Eunício Oliveira, dita inicialmente "institucional" pelo bem do Ceará. A liberação de verbas para o Estado passava politicamente por Eunício, aliado de primeira hora do golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff. A aliança institucional virou aliança eleitoral e Eunício cobra o apoio do governador à sua reeleição.

Tem ainda a resistência do grupo político liderado por Ciro e Cid Gomes que também não querem uma aliança formal com Eunício Oliveira. Ciro tem batido duro e diz que não aceita essa aliança, por mais esforços que tenham sido feitos para uma aproximação. Cid, mais comedido, tem evitado criar muita polêmica com o assunto, preferindo tratar disso nos bastidores.

A aliança para a reeleição de Camilo já conta com cerca de 24 partidos, que poderão estar ou não formalmente na coligação majoritária, dependendo das acomodações políticas, em função de decisões nacionais. O PT tem posição fechada de lançar a candidatura do ex-presidente Lula. A convenção nacional do PT está marcada para o dia 4 de agosto, em São Paulo. A convenção estadual da majoritária será no dia 5 de agosto, em Fortaleza.

 

 

 

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