Qualificar a pauta pré-eleitoral

Em todo o País o debate pré-eleitoral toma corpo, seja pela divulgação das primeiras pesquisas destinadas a captar tendências no eleitorado, seja principalmente porque os partidos já levam em conta a variável tempo tendo em vista as convenções de junho

Em todo o País o debate pré-eleitoral toma corpo, seja pela divulgação das primeiras pesquisas destinadas a captar tendências no eleitorado, seja principalmente porque os partidos já levam em conta a variável tempo tendo em vista as convenções de junho. Tudo bem que assim seja. E que se dê com a transparência possível, para que aquele que irá decidir a parada em outubro, o eleitor, possa acompanhar o evolver dos fatos – e das ideias.

Mas, por enquanto, ideias ainda estão escassas; ocupa o centro das atenções a especulação acerca de nomes. Ou seja, há as pré-candidaturas, mas falta ainda colocar à mesa uma pauta substantiva, para além das personalidades envolvidas.

Devagar que o santo é de barro, diz-se por aqui. E é. Quer dizer: cada coisa a seu tempo para não botar o carro adiante dos bois. O que não quer dizer que se desconheça que bate à porta uma agenda irrecusável que contempla a todos, inclusive aos que não postulam a cabeça de chapa.

Começa com o desenho, ainda que inicial, da plataforma a ser apresentada com o fim de unir as forças coligadas e empolgar o eleitorado. Um conjunto de proposições que deem conta das exigências crescentes advindas de parcelas expressivas da população em favor do desenvolvimento sustentável de nossas cidades. Como explorar em âmbito local as possibilidades do atual ciclo de crescimento que o País experimenta, assegurando crescimento econômico consistente e duradouro com distribuição de renda, inclusão social e equilíbrio ambiental.

Depois, considerando o cenário em formação, a correlação de forças que previamente se apresenta, a estratégia e a tática a serem seguidas. Aos que se encontram no governo, uma; aos que pelejam pelo lado da posição, outra.

E ainda entrará em cena, já já, a necessidade de entendimento sobre estilo e método de campanha – que se deseja o mais colada possível à base do eleitorado; o uso dos tempos de TV e rádio, essencial à força hegemônica na coligação e igualmente aos demais parceiros; o comando conjunto da campanha.

E, concomitantemente com a composição da chapa majoritária – prefeito e vice-prefeito -, os arranjos em torno da disputa por vagas na Câmara Municipal.

A eleição de vereadores – a chamada eleição proporcional – tem pouco destaque no noticiário, o que configura uma lacuna. Os parlamentos municipais, inclusive em importantes capitais, encontram-se defasados em sua composição, majoritariamente de extração localista e de viés tradicional, em prejuízo da abordagem dos problemas candentes da cidade. O Poder Legislativo há que ser valorizado perante os olhos dos eleitores e os partidos têm o dever de apresentar nominatas consonantes com as demandas atuais, de natureza progressista. 

Havendo vontade política, será possível cuidar disso tudo em tempo hábil, com serenidade e competência.

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