Quem não apareceu na lista está sem prestígio, diz Paulinho da Força

O deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, que é alvo de um dos inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, do STF, afirmou que "quem tem de estar preocupado é quem não saiu na lista"; ele disse que a divulgação dos políticos que se tornaram alvo de investigações a partir das delações de ex-executivos da Odebrecht não trouxe consequências ao Congresso; "quem não apareceu está sendo considerado desprestigiado", completou

Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD)
Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Alvo de um dos inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, diz que "quem tem de estar preocupado é quem não saiu na lista".

"Quem não apareceu está sendo considerado desprestigiado", afirmou.

As informações são de reportagem de Paulo Gama na Folha de S.Paulo.

"Ele disse que a divulgação dos políticos que se tornaram alvo de investigações a partir das delações de ex-executivos da Odebrecht não trouxe consequências ao Congresso.

'Não tem clima de problema, não, o pessoal está até brincando: 'Você tá na lista?', 'Você tá na lista?'."

A investigação sobre Paulinho é baseada nas declarações prestadas pelos colaboradores Carlos Armando Guedes Paschoal, o CAP, e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar.

CAP foi diretor da Odebrecht em São Paulo e Alencar era diretor de relações institucionais da empreiteira.

Segundo o Ministério Público, Paschoal diz ter recebido pedido de Paulinho para que a empreiteira contribuísse com sua campanha eleitoral, em 2010. A Odebrecht repassou naquele ano R$ 200 mil em espécie, sem qualquer registro oficial.

Alexandrino Alencar, por sua vez, diz ter recebido a solicitação diretamente do parlamentar e após concordar com o repasse o deputado federal teria auxiliado a empresa nas soluções de problemas na obra RNEST e nas Usinas Hidrelétricas do Rio Madeira.

Outra razão citada por Alexandrino seria o "assento" que a Força Sindical detinha no FI-FGTS e da relação que o deputado Paulo Pereira tinha com a pessoa de Luiz Fernando Emediato."

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