Rede Globo tenta se reinventar com a internet

Ciente de que os brasileiros passam cada vez mais tempo diante da web, e no mais na telinha, emissora lana a Rede Globo de Internet, ancorada no G1; anncio foi feito pelo diretor-geral Octvio Florisbal e sinaliza que a participao atual da televiso aberta no bolo publicitrio insustentvel

Rede Globo tenta se reinventar com a internet
Rede Globo tenta se reinventar com a internet (Foto: Divulgação)

Leonardo Attuch _247 – Maior grupo de comunicação do País, com receitas anuais superiores a R$ 10 bilhões, a Rede Globo de Televisão quer se reinventar. E esta talvez seja a maior transformação da empresa, em sua história. O projeto foi anunciado ontem pelo diretor-geral da empresa, Octávio Florisbal. “Estamos criando a Rede Globo de Internet”, disse ele, durante evento que também divulgou a grade de programação da emissora em 2012.

Sim, a maior televisão do País está se rendendo à força da web. No Brasil, como em todos os países do mundo, as pessoas passam cada vez mais tempo conectadas à internet – e não mais diante da televisão. Essa realidade provocará uma mudança inevitável no mercado publicitário brasileiro, que, por comodismo de agências e anunciantes, ainda concentra, de forma desproporcional, a maior parte das verbas na televisão aberta. Em países como Estados Unidos e Inglaterra, a divisão do bolo publicitário reflete essa nova realidade. No Brasil, ainda não, uma vez que a Globo também adota uma prática conhecida como BV – é a bonificação paga às agências que direcionam recursos para a emissora.

Mas como não será possível sustentar eternamente essa concentração de verbas publicitárias, a empresa da família Marinho decidiu se mexer. E a âncora do projeto da Globo é o portal de notícias G1, um dos mais completos do País, que passará agora a estimular mais e mais a produção de conteúdo regional – o que já existe em 16 regiões de afiliadas da Globo. “Até o fim do ano, vamos lançar nas 12 localidades restantes”, disse Florisbal.

A questão é que, na internet, as barreiras de entrada para quem produz conteúdo são muito menores do que na televisão – e o próprio 247 é um exemplo disso na área de notícias. O mesmo pode ser dito também para a produção audiovisual. O YouTube, por exemplo, reservou US$ 100 milhões para investir em produtores de conteúdo capazes de gerar audiência. É o caso, por exemplo, do vlogueiro Felipe Neto, criador da série de vídeos “Não faz Sentido”, que tem milhões de fãs e seguidores no Twitter. Ou seja: cada vez mais, o YouTube se transforma numa televisão. Além disso, a Apple está lançando o iPad 3, cujo foco maior é a capacidade de transmissão de vídeos em alta resolução. Cada vez mais, a internet se transforma também em televisão, portanto.

Em busca da classe C

Sobre a programação em si, a Globo também sinalizou que está disposta a buscar a chamada “nova classe média” brasileira. A próxima novela das sete, “Cheias de charme”, falará de empregadas domésticas e a próxima das nove, “Avenida Brasil”, terá um universo suburbano.

Octávio Florisbal contabilizou Classe C como um universo de 110 milhões de brasileiros, que respondem por 50% do consumo de bens e serviços no Brasil. E estes, também, estão cada vez mais conectados à internet.

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