Rodoviários bloqueiam garagens de ônibus

Um grupo de rodoviários protesta em frente à duas empresas do consórcio STS, na zona sul de Porto Alegre; trabalhadores bloqueiam as garagens da Viação Teresópolis Cavalhada (VTC) e da Trevo, impedindo as saídas dos ônibus; o motivo da mobilização é o desconto nos salários relativo ao período da greve encerrada no mês passado, que durou 15 dias e a demissão de um funcionário da VTC    

Um grupo de rodoviários protesta em frente à duas empresas do consórcio STS, na zona sul de Porto Alegre; trabalhadores bloqueiam as garagens da Viação Teresópolis Cavalhada (VTC) e da Trevo, impedindo as saídas dos ônibus; o motivo da mobilização é o desconto nos salários relativo ao período da greve encerrada no mês passado, que durou 15 dias e a demissão de um funcionário da VTC
 
 
Um grupo de rodoviários protesta em frente à duas empresas do consórcio STS, na zona sul de Porto Alegre; trabalhadores bloqueiam as garagens da Viação Teresópolis Cavalhada (VTC) e da Trevo, impedindo as saídas dos ônibus; o motivo da mobilização é o desconto nos salários relativo ao período da greve encerrada no mês passado, que durou 15 dias e a demissão de um funcionário da VTC     (Foto: Leonardo Lucena)
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Nícolas Pasinato, Sul 21 - Na manhã desta sexta-feira (7), um grupo de rodoviários protesta em frente à duas empresas do consórcio STS, na zona sul de Porto Alegre. Trabalhadores bloqueiam as garagens da Viação Teresópolis Cavalhada (VTC) e da Trevo, impedindo as saídas dos ônibus.

O motivo da mobilização é o desconto nos salários relativo ao período da greve encerrada no mês passado, que durou 15 dias e a demissão de um funcionário da VTC. Segundo o líder do Movimento Independente Rodoviário (MIR), Alceu Weber, a demissão do colega ocorreu por ele ter se negado a sair com um veículo que estava com o piso e os bancos molhados. "Esse foi o motivo alegado, mas o verdadeiro motivo é que ele (funcionário) fazia parte da comissão de greve", denunciou.

Weber afirma que há uma espécie de 'lista negra' por parte das empresas contra rodoviários que aderiram ao movimento de paralisação. "Vamos reagir. Não vamos deixar que isso aconteça de forma deliberada", garantiu.

Conforme ele, a comissão de negociação dos rodoviários tenta, há duas semanas, uma aproximação com o Sindicato das Empresas de Ônibus (Seopa) para negociar descontos e supostas retaliações pelas empresas aos seus funcionários, após o término da greve. Os rodoviários afirmam que esse tipo de decisão não pode ser tomada pelas empresas, uma vez que a legalidade da paralisação ainda não foi julgada. "Pedimos uma reunião de mediação com a patronal no Ministério Público do Trabalho (MPT), mas eles não apareceram. Também buscamos diálogo direto nas empresas para tratar dos descontos, mas não houve avanços, culminando nesses dias de paralisação", explicou ele.

A empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) desloca coletivos da Carris para atender à região atingida. Além disso, as lotações foram autorizadas a transportar passageiros em pé na Zona Sul da Capital. De acordo com levantamento da equipe técnica de transporte da EPTC, cerca de 25 mil usuários foram prejudicados em seus deslocamentos no início da manhã. Normalmente, em dias úteis, pico da manhã, aproximadamente 80 mil pessoas utilizam as linhas afetadas pela paralisação.

O Sul21 entrou em contato com a assessoria de imprensa da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

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