Rui: ataques visam a barrar o PT em 2018

Durante reunião plenária com sindicalistas nesta sexta-feira, em São Paulo, o presidente do PT voltou a afirmar que os ataques que a legenda vem sofrendo – no Congresso, nos meios de comunicação e em setores "partidarizados" do Judiciário – têm como objetivo inviabilizar sigla para a disputa à sucessão de Dilma, em 2018; "Querem derrotar um projeto. Querem proscrever o partido e inviabilizar uma candidatura do PT em 2018", disse Falcão; dirigente voltou a criticar a política econômica do governo, que "ameaça conquistas alcançadas nos últimos 12 anos"; "A mudança da política econômica é uma necessidade", afirmou

Durante reunião plenária com sindicalistas nesta sexta-feira, em São Paulo, o presidente do PT voltou a afirmar que os ataques que a legenda vem sofrendo – no Congresso, nos meios de comunicação e em setores "partidarizados" do Judiciário – têm como objetivo inviabilizar sigla para a disputa à sucessão de Dilma, em 2018; "Querem derrotar um projeto. Querem proscrever o partido e inviabilizar uma candidatura do PT em 2018", disse Falcão; dirigente voltou a criticar a política econômica do governo, que "ameaça conquistas alcançadas nos últimos 12 anos"; "A mudança da política econômica é uma necessidade", afirmou
Durante reunião plenária com sindicalistas nesta sexta-feira, em São Paulo, o presidente do PT voltou a afirmar que os ataques que a legenda vem sofrendo – no Congresso, nos meios de comunicação e em setores "partidarizados" do Judiciário – têm como objetivo inviabilizar sigla para a disputa à sucessão de Dilma, em 2018; "Querem derrotar um projeto. Querem proscrever o partido e inviabilizar uma candidatura do PT em 2018", disse Falcão; dirigente voltou a criticar a política econômica do governo, que "ameaça conquistas alcançadas nos últimos 12 anos"; "A mudança da política econômica é uma necessidade", afirmou (Foto: Aquiles Lins)

Da RBA - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta sexta-feira, 27, que os ataques que a legenda vem sofrendo – no Congresso, nos meios de comunicação e em setores "partidarizados" do Judiciário – têm como objetivo inviabilizar sigla para a disputa à sucessão de Dilma, em 2018.

"Querem derrotar um projeto. Querem proscrever o partido e inviabilizar uma candidatura do PT em 2018", disse Falcão. O dirigente participa em São Paulo de plenária com sindicalistas para fazer um balanço dos acontecimentos do ano e discutir ações para o próximo período.

Falcão considerou um avanço a regulamentação do direito de resposta, após a sanção pela presidenta Dilma Rousseff de um projeto de lei do senador Roberto Requião (PMDB-PR) que tramitava há cinco anos no Congresso. Para ele, setores da esquerda que criticaram o veto de Dilma a um dos pontos do projeto não entenderam que, mesmo assim, o direito de resposta pode exigir dos veículos da imprensa tradicional mais cuidado antes de sair destruindo reputações.

Mas Falcão observou que, além dos ataques dos setores que operam para derrotar o partido, o governo se complica com a adoção de uma política macroeconômica recessiva e que ameaça conquistas alcançadas nos últimos 12 anos. O dirigente lembrou que, já no 5º Congresso Nacional do PT, realizado em Salvador em junho, a revisão da condução da economia já era defendida, e que, sem prejuízo à preocupação com a recuperação das contas públicas, se fazia necessária uma opção pela retomada do crescimento. "A mudança da política econômica é uma necessidade", afirmou, ao que o plenário reagiu com gritos de "fora, Levy".

O presidente do PT ponderou que a montagem da equipe e as escolhas para a economia são prerrogativas da presidenta, mas que é papel do partido e do movimento sindical, que têm sofrido críticas em suas bases, formular e apresentar propostas alternativas. Os sindicalistas têm dito reiteradas vezes que Dilma deve adotar o programa que venceu a eleição, e não o derrotado. A ala sindicalista do partido tem sido, desde o congresso, uma das principais críticas à gestão de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda.

"Essa plenária tem grande importância nesse momento de fortes ataques que sofremos", ressaltou Falcão. No próximo dia 3, em grupo, as centrais sindicais, com apoio do Dieese, farão reunião com entidades empresariais. O objetivo é elaborar um programa comum a ser entregue a Dilma em reunião prevista para o dia 9.

Retomar o PT

No encontro, o presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), João Felício, ex-presidente da CUT, ressaltou a importância de o PT mudar.

"O encontro não é para estabelecer disputa partidária, é para ajudar o partido a sair da crise. Muitos usaram o partido para se eleger e, agora, na crise, estão dando tchau. Nós não vamos fazer isso. Queremos que o partido volte a ter 30% de preferência partidária. Ajudar o PT a sair dessa conjuntura extremamente difícil em que nos encontramos", destacou.

Felício deixou claro que a participação dos sindicatos será essencial para esse processo. "Ano que vem faremos encontros estaduais com lideranças nacionais. Queremos que a massa de sindicatos cutistas do PT participe desse processo de luta, de mobilização. Precisamos fazer, através da nossa pressão política, as mudanças que precisamos fazer", disse.

O presidente da CSI criticou a política econômica e o próprio partido. "A gente precisa resgatar uma nova política econômica para o Brasil. A forma como o PT vem sendo conduzido fragiliza o partido", ressaltou. João Felício esclareceu que o objetivo não é derrubar a atual diretoria do PT e, sim, fortalecer o partido com as características de sua fundação.

Ativação

No encontro, a CUT emitiu documento em que conclama os trabalhadores a ampliar a participação política dentro do PT e resgatar "a tradição de partido da classe trabalhadora, e organização da militância para a luta social e política".

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