Sebrae começa a capacitação de refugiados

Batizado de Refugiado Empreendedor, o projeto, que teve início nesta terça-feira (26), é fruto de uma parceria firmada entre o Sebrae e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, no início deste mês; "O empreendedorismo é uma grande alternativa para os refugiados retomarem parte de suas vidas deixadas para trás", afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos

Batizado de Refugiado Empreendedor, o projeto, que teve início nesta terça-feira (26), é fruto de uma parceria firmada entre o Sebrae e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, no início deste mês; "O empreendedorismo é uma grande alternativa para os refugiados retomarem parte de suas vidas deixadas para trás", afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos
Batizado de Refugiado Empreendedor, o projeto, que teve início nesta terça-feira (26), é fruto de uma parceria firmada entre o Sebrae e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, no início deste mês; "O empreendedorismo é uma grande alternativa para os refugiados retomarem parte de suas vidas deixadas para trás", afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos (Foto: Leonardo Lucena)
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Agência Sebrae - A primeira palestra de capacitação em empreendedorismo para refugiados e solicitantes de refúgio, que teve início nesta terça-feira (26), foi oferecida para 250 pessoas, em São Paulo. Batizado de Refugiado Empreendedor, o projeto é fruto de uma parceria firmada entre o Sebrae e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, no início deste mês.

“O empreendedorismo é uma grande alternativa para os refugiados retomarem parte de suas vidas deixadas para trás”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. O objetivo é capacitar imigrantes que chegaram aqui após sofrerem perseguições em seus países por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social e opinião política, ou que deixaram seus lares por conta de violações de direitos humanos, em especial aquelas decorrentes de guerras e conflitos armados.

“Além da questão humanitária, o fluxo migratório é um importante vetor de desenvolvimento social e econômico. Os refugiados são naturalmente empreendedores e podem ajudar a gerar novos negócios e empregos, além de oferecer ao país intercâmbio cultural, científico, tecnológico e laboral”, explica o presidente do Conare, Beto Vasconcelos. 

Após essa palestra, os refugiados que tiverem interesse em continuar no projeto poderão participar de cursos gratuitos a distância, que correspondem à primeira etapa. A capacitação on line deve ser finalizada até o dia 21 de maio e é pré-requisito para a segunda etapa, composta por cursos presenciais.  A terceira e quarta etapas serão voltadas para a formalização dos empreendimentos desse público e para a possível obtenção de crédito empresarial.

De acordo com o Conare, existem no Brasil 8,7 mil refugiados reconhecidos e mais 20 mil solicitantes de refúgio. São mais de 79 nacionalidades. A maioria é formada por sírios, angolanos, colombianos, congoleses e libaneses. Para participar do projeto Refugiado Empreendedor, os refugiados devem falar português básico, estar no Brasil há pelo menos um ano e possuir CPF.

Para chegar até os refugiados, o Sebrae e o Conare contam com o apoio da prefeitura de São Paulo,  oito organizações não governamentais e entidades (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados - ACNUR, Instituto de Reintegração de Refugiado - ADUS, Associação de Assistência a Refugiados no Brasil - OASIS, Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul – Países Árabes, Caritas Arquidiocesana de São Paulo - BIBLIASPA, Eu Conheço meus Direitos - IKMR, Associação Nacional de Juristas Evangélicos e Missão Paz - Anajure).

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