Secretário prevê dificuldade em pagar a folha sem ajuda federal

O secretário estadual da Fazenda, Rafael Fonteles, demonstrou preocupação com a possibilidade de o Estado atrasar o pagamento do funcionalismo se não houver uma ajuda emergencial do governo federal; segundo ele, desde o início do ano o Piauí perdeu R$ 300 milhões em repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE), que representa mais da metade da receita do Estado; "Temos dificuldades de honrar as despesas correntes", afirmou

O secretário estadual da Fazenda, Rafael Fonteles, demonstrou preocupação com a possibilidade de o Estado atrasar o pagamento do funcionalismo se não houver uma ajuda emergencial do governo federal; segundo ele, desde o início do ano o Piauí perdeu R$ 300 milhões em repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE), que representa mais da metade da receita do Estado; "Temos dificuldades de honrar as despesas correntes", afirmou
O secretário estadual da Fazenda, Rafael Fonteles, demonstrou preocupação com a possibilidade de o Estado atrasar o pagamento do funcionalismo se não houver uma ajuda emergencial do governo federal; segundo ele, desde o início do ano o Piauí perdeu R$ 300 milhões em repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE), que representa mais da metade da receita do Estado; "Temos dificuldades de honrar as despesas correntes", afirmou (Foto: Leonardo Lucena)

Piauí 247 - O secretário estadual da Fazenda, Rafael Fonteles, demonstrou preocupação com a possibilidade de o Estado atrasar o pagamento do funcionalismo se não houver uma ajuda emergencial do governo federal. Segundo ele, desde o início do ano o Piauí perdeu R$ 300 milhões em repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE), que representa mais da metade da receita do Estado. "Temos dificuldades de honrar as despesas correntes", afirmou.

De acordo com o titular da pasta, em conseqüência da crise econômica nacional, tem menos dinheiro circulando e há menos recolhimento de impostos nos estados, o que gera essa queda nos repasses do FPE. Como esse fundo representa mais de 50% da receita do Estado, a crise vai se agravando.

O governador Wellington Dias participou nesta terça, 20, em Brasília, de um encontro com 20 governadores, 60 senadores e metade dos deputados da Câmara Federal para tratar de assuntos de interesse dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e pediram um socorro de R$ 14 bilhões para evitarem calamidade.

"Discutimos temas que virão para pauta do Supremo Tribunal Federal nos próximos dias", disse Wellington. "Temos recursos empenhados, como restos a pagar ainda de 2014, e num estudo feito pelo Tribunal de Contas da União e Conselho de Secretários de Fazenda, tivemos prejuízos de R$ 14 bilhões", disse o chefe do executivo (leia mais aqui).

O secretário alertou que os estados de Sergipe e do Rio Grande do Norte já estão atrasando os salários dos servidores. "Mais cedo ou mais tarde isso vai chegando a cada um dos estados. O Piauí não é uma ilha, mesmo diante das medidas já adotadas, existe uma forte crise econômica e temos dificuldades para honrar as despesas correntes", acrescentou ele, reforçando a necessidade de ajuda federal.

"É por isso que os governadores, liderados por Wellington Dias, estão lutando por uma compensação com o alongamento da divida, que só beneficia os estados do Sul e Sudeste, que detêm 90% da dívida com a União", argumentou. Seu relato foi publicado no Diario do Povo do PI.

Rafael informou que mais de 15 estados estão atrasando salários e dependem do governo Federal. Ele frisou que, desde o ano passado, o Piauí tomou medidas de contenção de gastos e tem cortado despesas em todos os níveis de governo. Os corte chegam a 30% das despesas correntes.

"Antes, tínhamos alternativas como incremento da receita própria, com o uso dos depósitos judiciais e outras medidas, mas essas ferramentas e essas atividades estão se esgotando. Estamos usando a criatividade, mas as dificuldades estão aumentando", finalizou o secretário de Fazenda.

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