Sem nova proposta, Cpers recusa-se a desbloquear

Apesar de decisão judicial determinando o desbloqueio do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), ocupado por cerca de 100 representantes do Centro de Professores do Estado do RS (Cpers) desde o início da semana, a categoria promete permanecer no local até que o governo apresente uma nova proposta; no entanto, o Piratini diz que só retomará as negociações após a liberação total do prédio; a juíza Andreia Terre concedeu liminar determinado que os professores deveriam liberar as portas do Caff, ocupado por professores e funcionários de escolas estaduais desde o início da semana, para que funcionários do centro administrativo pudessem trabalhar normalmente nesta quinta, mas garantindo o direito da categoria de protestar no local

Apesar de decisão judicial determinando o desbloqueio do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), ocupado por cerca de 100 representantes do Centro de Professores do Estado do RS (Cpers) desde o início da semana, a categoria promete permanecer no local até que o governo apresente uma nova proposta; no entanto, o Piratini diz que só retomará as negociações após a liberação total do prédio; a juíza Andreia Terre concedeu liminar determinado que os professores deveriam liberar as portas do Caff, ocupado por professores e funcionários de escolas estaduais desde o início da semana, para que funcionários do centro administrativo pudessem trabalhar normalmente nesta quinta, mas garantindo o direito da categoria de protestar no local
Apesar de decisão judicial determinando o desbloqueio do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), ocupado por cerca de 100 representantes do Centro de Professores do Estado do RS (Cpers) desde o início da semana, a categoria promete permanecer no local até que o governo apresente uma nova proposta; no entanto, o Piratini diz que só retomará as negociações após a liberação total do prédio; a juíza Andreia Terre concedeu liminar determinado que os professores deveriam liberar as portas do Caff, ocupado por professores e funcionários de escolas estaduais desde o início da semana, para que funcionários do centro administrativo pudessem trabalhar normalmente nesta quinta, mas garantindo o direito da categoria de protestar no local (Foto: Leonardo Lucena)

Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - Apesar de decisão judicial determinando o desbloqueio do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), ocupado por cerca de 100 representantes do Centro de Professores do Estado do RS (Cpers) desde o início da semana, a categoria promete permanecer no local até que o governo apresente uma nova proposta. No entanto, o Piratini diz que só retomará as negociações após a liberação total do prédio.

Na noite de quarta-feira (15), a juíza Andreia Terre concedeu liminar determinado que os professores deveriam liberar as portas do Caff, ocupado por professores e funcionários de escolas estaduais desde o início da semana, para que funcionários do centro administrativo pudessem trabalhar normalmente nesta quinta, mas garantindo o direito da categoria de protestar no local. Um oficial de justiça notificou o Cpers da decisão durante a madrugada.

Os professores, no entanto, se recusaram a liberar a entrada alegando que só fariam isso após o governo apresentar uma nova proposta concreta para a categoria, que está em greve desde o dia 16 de maio. “A nossa causa é justa, estamos muito tranquilos quanto a isso. Infelizmente, o governo não tem nenhum compromisso com a educação ou com o serviço público, porque, se o Caff hoje está parado, é porque o governo não fez um gesto de apresentar uma proposta para que nós pudéssemos nos retirar”, afirmou Helenir Schürer, presidente do Cpers.

Para liberar o acesso, Helenir diz que a categoria exige que o governo apresente ao menos uma proposta de cronograma de reajuste salarial. “O governo que apresente um cronograma: quando poderemos ter reajuste e de quanto será, para que nós possamos discutir com a categoria e, inclusive, fazer a contraproposta se for o caso”, diz. “O governo diz que tem crise. Bom, inclusive ontem com a juíza, a gente disse: apresente então uma proposta parcelada”.

A categoria também exige a retirada total do Projeto de Lei 4/2016, que abre a possibilidade de terceirização das escolas e que o governo já se comprometeu a votar apenas em 2017, e a anulação de uma portaria que determinar o reenquadramento do adicional por difícil acesso, o que os professores temem que irá representar uma redução salarial para quem percorre longas distâncias para dar aulas. “Quando o governo aponta 0% de reajuste, ele quer ainda retirar o difícil acesso. Quer dizer, tu não dá aumento, mas tu vai retirar do teu contracheque. Aí é impossível a gente continuar assim”, disse.

Segundo Helenir, a intenção é “resistir” no local até que chegue uma proposta, mesmo que a Brigada Militar seja acionada para cumprir a determinação judicial.

O secretário de Educação, Luis Antônio Alcoba de Freitas, esteve no local no início da manhã e tentou negociar, sem sucesso, com o Cpers a liberação do acesso ao prédio. “Eu fui ali tentar conversar com a presidente Helenir para dizer que eles cumprissem a ordem judicial, que poderiam aguardar no auditório que nós estamos conversando e dialogando com o governo, mas a categoria foi insensível no sentido de cumprir a ordem judicial”, afirmou o secretário.”Nós achamos que essa não é a forma adequada para que nós possamos chegar a algum acordo. Não é ocupando prédios públicos, ocupando rodovias, ocupando ruas, não é assim. Acho que a democracia a gente tem que conversar. Essa é uma forma autoritária, prejudica a própria população”.

Ele também afirmou que o governo do Estado não tem condições de avançar na negociação por reajuste salarial com os professores. “Já dissemos ao Cpers que, com relação a questão remuneratória, o Estado não tem a mínima condição de oferecer qualquer tipo de proposta. Porque a dívida do Estado não está equacionada, a arrecadação de impostos diminui, a atividade econômica é recessiva. Nessa questão remuneratória não se tem como avançar. O que nós temos como avançar e já avançamos algumas coisas é nas outras reivindicações que fazem parte da pauta”.

Por volta das 10h30, um grupo de secretários se dirigiu ao Caff para tentar negociar mais uma vez a liberação do prédio. Durante toda a manhã, apenas uma viatura permaneceu na área do centro administrativo monitorando a situação.

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