‘Sem pressão, governo golpista não reajustará piso dos agentes de saúde’

"Congelado há 3 anos, desde que foi instituído, em 2014, o piso salarial nacional dos agentes comunitários de saúde só deverá ser reajustado pelo governo caso haja ostensiva cobrança da categoria", alerta o deputado baiano Jorge Solla (PT), após reunião entre dirigentes sindicais, parlamentares e o ministro da Saúde, Ricardo Barros; "Pelo que foi dito, ficou clara a intenção de deixar nas mãos dos prefeitos a negociação dos salários dos agentes em cada município. Mas sem reajuste do piso e do repasse feito do governo federal às prefeituras para o pagamento dos agentes de saúde, é ilusão imaginar que a maioria das prefeituras irá reajustar salários dos agentes", diz Solla

Solla
Solla (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - "Congelado há 3 anos, desde que foi instituído, em 2014, o piso salarial nacional dos agentes comunitários de saúde só deverá ser reajustado pelo governo federal caso haja ostensiva cobrança da categoria", alerta o deputado federal baiano Jorge Solla (PT), após reunião entre dirigentes sindicais, parlamentares e o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), para tratar do tema, na noite de terça-feira (7).

"Pelo que foi dito, ficou clara a intenção de deixar nas mãos dos prefeitos a negociação dos salários dos agentes em cada município. Mas sem reajuste do piso e do repasse feito do governo federal às prefeituras para o pagamento dos agentes de saúde, é ilusão imaginar que a maioria das prefeituras irá reajustar salários dos agentes", afirma Solla.

Na reunião, ficou acertada a retomada do Grupo de Trabalho (GT) que foi instituído por portaria no governo da presidente eleita Dilma Rousseff para estabelecer um reajuste do piso salarial.

Na reunião, o ministro Barros reiterou por vezes a compreensão de que os reajustes deveriam ser negociados somente nos municípios, descaracterizando assim o piso salarial. "Difícil. Os reajustes têm que ser negociados com os seus prefeitos. Vocês são servidores das prefeituras. O adequado dentro de nosso pacto federativo é que cada um dos entes que responde à Lei de Responsabilidade Federal tenha responsabilidade de dar ou não o aumento de acordo com sua capacidade financeira. A gente pode fazer o debate, mas estou dando a diretriz constitucional", disse Barros.

Criança feliz

Foi debatida ainda a tentativa de negociar a retirada do programa Criança Feliz, lançado pelo governo no Ministério de Desenvolvimento Social, que instituiu a contratação de monitores bolsistas para realizar visitações domiciliares para acompanhar a primeira infância.

"Ora, é um programa redundante, já que essa é uma atribuição dos agentes comunitários de saúde. Por que não fortalecer uma categoria que já está inserida no SUS, que já tem essa expertise, em vez de gastar recursos preciosos contratando profissionais de forma precarizada para fazer um serviço que o agente faz?", destacou o deputado Jorge Solla.

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