'Senado derrubará o golpe com apoio do povo nordestino'

Líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou que os senadores terão a oportunidade de derrubar "esse golpe parlamentar aplicado pela Câmara dos Deputados e para isso conta com o apoio da população do Norte e Nordeste; "Sabemos que muitos senadores querem votar contra o impeachment por não verem crime de responsabilidade. Mas, preocupados com a questão da popularidade e da pressão dos Estados, vão optar pelo contrário. Queria dizer apenas que os senadores nordestinos e nortistas aqui não precisam se preocupar com isso. A maioria da população lá é contra esse golpe", disse

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humberto costa (Foto: Paulo Emílio)
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247 - Membro suplente da comissão especial do Senado que vai analisar, a partir desta segunda-feira (25), a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o líder do Governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE), declarou que os senadores terão a oportunidade de derrubar "esse golpe parlamentar aplicado pela Câmara dos Deputados", contra uma presidenta honesta, com o apoio da população do Nordeste e de vários estados do Norte.

Em discurso no começo desta tarde no plenário, Humberto ressaltou que a maioria do povo das duas regiões é contrária ao impedimento da presidenta da República. Pesquisa Vox Populi realizada este mês mostrou que 54% dos nordestinos desaprovam a iniciativa.

"Sabemos que muitos senadores querem votar contra o impeachment por não verem crime de responsabilidade. Mas, preocupados com a questão da popularidade e da pressão dos Estados, vão optar pelo contrário. Queria dizer apenas que os senadores nordestinos e nortistas aqui não precisam se preocupar com isso. A maioria da população lá é contra esse golpe", disse Humberto.

Ele aproveitou a fala para criticar os políticos pernambucanos que deram respaldo à conspiração chefiada pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). De acordo com Humberto, esses parlamentares de Pernambuco traem a memória de figuras importantes do Estado como Frei Caneca, Miguel Arraes e Eduardo Campos.

"No próximo dia 1º de maio, vamos fazer uma grande manifestação em todo o país, reunindo setores de esquerda e pessoas que amam o Brasil, para dizer que não aceitamos qualquer ruptura com a democracia. Vamos às ruas mostrar a nossa posição e ajudar a pressionar os parlamentares. Vamos vencer essa batalha no Senado", disparou.

Para o líder do Governo, haverá tempo para argumentar e reverter essa "aberração", esperando que os julgadores atentem para todos os erros e vícios que fulminam esse processo. "Em tudo o que couber, não abriremos mão, também, de recorrer ao Supremo Tribunal Federal para assegurar que a lei seja cumprida e que direitos sejam resguardados", observou.

Segundo ele, é preciso deixar claro que ninguém está defendendo uma pessoa ou um governo, mas sim o Estado democrático de Direito. "Vamos lutar para que todas as normas sejam aplicadas com rigor, em respeito aos direitos constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório", declarou.

Humberto reforçou ainda que a tentativa de impedir o mandato legítimo de Dilma conquistado nas urnas sem a observância do crime de responsabilidade é um golpe à democracia e está sendo questionado, inclusive, pelos principais veículos de comunicação do mundo. O New York Times, por exemplo, falou em criação de um tribunal de Exceção na Câmara, com uma gangue de bandidos contra uma presidenta honesta.

Na última sexta-feira (22), o Bloco de Apoio ao Governo indicou os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), José Pimentel (PT-CE) e Telmário Mota (PDT-RR) como titulares da comissão e dos suplentes Fátima Bezerra (PT-RN), Acir Gurgacz (PDT-RO), João Capiberibe (PSB-AP) – além de Humberto. A comissão tem 21 membros titulares.

*Com informações da Assessoria de Imprensa

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