Senador que quer prisão por divulgação de fake news usou jornal do mandato para promover a mulher

Um projeto de lei do senador Ciro Nogueira (PP-PI) prevê pena de até três anos de prisão para quem divulgar notícias falsas e está aguardando a designação de um relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado; no entanto, Nogueira, tão preocupado com a integridade das informações que circulam pelas redes, teve problemas com a Justiça Eleitoral por usar o jornal de seu mandato para promover a mulher, a deputada federal Iracema Portella; reportagem do Intercept Brasil

Em discurso, senador Ciro Nogueira (PP-PI).
 
 
Em discurso, senador Ciro Nogueira (PP-PI).     (Foto: Charles Nisz)

247 - Com as "fake news” na crista da onda, o senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI) resolveu se apresentar como mais um defensor da verdade. Um projeto de lei do senador do PP do Piauí prevê pena de até três anos de prisão para quem divulgar notícias falsas está aguardando a designação de um relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O curioso é que Ciro, tão preocupado agora com a integridade das informações que circulam pelas redes, teve, em seu passado recente, problemas com a Justiça Eleitoral por usar o jornal de seu mandato para promover a mulher, a deputada federal Iracema Portella.

Em 2014, o TRE do Piauí chegou a condenar o senador e a deputada a pagar, cada um, uma multa de R$ 5 mil por propaganda eleitoral fora do período permitido pela legislação. O que motivou a ação foi a edição de setembro de 2013 do informativo do parlamentar, “Ciro por você”, que ainda está disponível na internet. Na capa, a manchete: “Emendas de Ciro e Iracema garantem viaduto Raimundo Veras em Teresina”. A tiragem foi de 120 mil exemplares, pagos com dinheiro da cota de Ciro para exercício da atividade parlamentar. Os advogados do casal, porém, entraram com recurso no TSE e conseguiram reverter a decisão. A instância suprema da Justiça Eleitoral não considerou que houve propaganda antecipada pois a notícia não mencionava as eleições de 2014 ou o fato de Iracema Portella ser candidata à reeleição.

Leia a reportagem completa no The Intercept Brasil

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