Será o Benedito espionando promotor?

Reportagem do Estado denuncia existência de programa ‘espião’ nos computadores do Ministério Público de Goiás. Representação quer saber se o procurador-geral, Benedito Torres, irmão de Demóstenes, autorizou e teve acesso às informações

Será o Benedito espionando promotor?
Será o Benedito espionando promotor? (Foto: Edição/247)
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Goiás 247 – É o caso de se perguntar: quem, em Goiás, não está sendo espionado? Pois agora a notícia que ganha destaque, no jornal Estado de S. Paulo, dá conta de que promotores responsáveis pelo combate ao crime organizado em Goiás entraram com representação na Corregedoria do Ministério Público local para que se investigue se um software ‘espião’ instalado em computadores do órgão foi utilizado para quebrar o sigilo de operações. O mesmo programa estaria também em máquinas de promotores que apuram as atividades da Delta no Estado

Na representação, está anotado que os computadores do MP-GO eram monitorados por um programa que ‘fotograva’ a cada 30 segundos a tela. O mais curioso: a partir da sede do Ministério Público, em Goiânia, era possível acessar qualquer máquina. E quem está lá? O procurador-geral, Benedito Torres, irmão do senador Demóstenes torres (ex-DEM).

De acordo com a reportagem do Estado, a denúncia, encaminhada em 23 de maio, atesta que o programa é capaz de monitorar, sem autorização, o trabalho de promotores, assessores e servidores. O caso foi descoberto em Itumbiara, onde no final de semana houve ação violenta de policiais ligados ao governador Marconi Perillo (PSDB) contra jovens manifestantes do #ForaMarconi. O fato chamou a atenção pela violência e foi notícia no 247.

A representação foi enviada ao corregedor Aylton Flávio Vechi e pede a imediata retirada do programa ‘espião’ de todos os computadores, a oitiva do superintendente de informática do MP, auditagem das máquinas e o esclarecimento de quantas vezes o equipamento foi utilizado, por quem e a mando de quem. E ainda: quer saber se o Benedito Torres autorizou acessos durante sua gestão, iniciada em 2011, ou se ele tem conhecimento do uso do programa, instalado seis meses antes de sua posse e até hoje em atividade.

Ao Estado, Torres negou a possibilidade de espionagem no MP-GO. “O que quero é que tenha a investigação”, disse.

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