Será que esta situação se resolve em 30 dias?

Governo de Sergipe terá esse prazo para colocar um fim ao problema da superlotação nas delegacias de Aracaju; a Justiça Estadual acatou a determinação do Ministério Público e, se o Executivo estadual não cumprir a determinação, será penalizado com uma multa diária de R$ 10 mil;  a Secretaria Estadual de Segurança Pública informou, em nota, que já está providenciado novas vagas para abrigar o excedente de presos

Será que esta situação se resolve em 30 dias?
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Sergipe 247 – O Governo do Estado terá um prazo de 30 dias para apresentar alternativas que ponham fim à superlotação nas delegacias de Aracaju. A Justiça Estadual acatou a determinação do Ministério Público e, se o Executivo estadual não cumprir a determinação, será penalizado com uma multa diária de R$ 10 mil. A Secretaria Estadual de Segurança Pública informou, em nota, que já está providenciado novas vagas em presídios sergipanos para abrigar o excedente de presos que hoje encontram-se detidos nas delegacias da capital.

Um levantamento do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol) aponta, por exemplo, que somente na 4º Delegacia Metropolitana, no Conjunto Augusto Franco, 37 detentos dividem uma mesma cela. Segundo o presidente do sindicato, Antônio Morais, a pena imposta ao Estado deveria ter sido mais rigorosa.

“Acredito que a juíza pode avançar um pouco mais nesta liminar, no sentido de proibir permanentemente a custódia de presos em delegacias. Ele só pode ficar lá enquanto o processo de investigação se desenvolve e depois tem que ser removido imediatamente para o Sistema Penitenciário”, declarou. A medida da justiça visa acabar com a superlotação nas 1ª, 2ª, 4ª, 8ª e 10ª Delegacias Metropolitanas e nas dependências do Complexo de Operações Especiais (Cope).

O dirigente afirma que a superlotação inverte o trabalho da polícia. “Estimamos que 1/4 dos policiais civis de Sergipe estão ocupados com a custódia de presos. Nosso tempo de trabalho está para lavrar autos e revisar boletins de ocorrência ao invés de fazer investigações. A situação está totalmente invertida”, disse, de acordo com o Portal G1 Sergipe.

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