Servidores municipais discutem a resistência ao desmonte dos direitos

Servidores de 156 municípios do Ceará participarão Jornada da Resistência, organizada pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), contra os retrocessos e contra a retirada de direitos da classe trabalhadora que estão sendo ameaçados pelo governo de Michel Temer. O evento acontece de 28 a 30 de novembro, no Hotel Romanos, em Fortaleza

Servidores de 156 municípios do Ceará participarão Jornada da Resistência, organizada pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), contra os retrocessos e contra a retirada de direitos da classe trabalhadora que estão sendo ameaçados pelo governo de Michel Temer. O evento acontece de 28 a 30 de novembro, no Hotel Romanos, em Fortaleza
Servidores de 156 municípios do Ceará participarão Jornada da Resistência, organizada pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), contra os retrocessos e contra a retirada de direitos da classe trabalhadora que estão sendo ameaçados pelo governo de Michel Temer. O evento acontece de 28 a 30 de novembro, no Hotel Romanos, em Fortaleza (Foto: Fatima 247)

A luta contra retrocessos e contra a retirada de direitos da classe trabalhadora vai ser o principal objetivo da "Jornada da Resistência". O evento acontece de 28 a 30 de novembro, no Hotel Romanos, em Fortaleza e é organizado pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce).

Servidores de 156 municípios do Ceará participarão da atividade, que pretende fortalecer a luta contra diversas ameaças, como a flexibilização das leis do trabalho, a entrega do Pré-Sal ao capital estrangeiro, a legalização de um esquema financeiro que usa a dívida pública e é muito semelhante ao que quebrou a Grécia, o desmonte da previdência social, o PLP 257/16 que junto com a PEC 241 ou 55/16 pode interromper investimentos públicos por pelo menos vinte anos.

"Para barrar esses ataques só uma forte unidade entre a classe trabalhadora. É inadmissível que retrocessos sociais aconteçam numa escalada assustadora. A unidade e mobilização são determinantes nesse momento para assegurar que todos os nossos direitos sejam respeitados. Nenhum direito a menos. Nenhum passo atrás", diz Enedina Soares, presidente da Fetamce.

Convidados

A "Jornada da Resistência" contará com a participação de especialistas e pesquisadores dos cenários local, nacional e internacional, como Carlos Ledesma Céspedes, da Confederação Sindical de Trabalhadores das Américas - CSA, e Raul Negrete, da Central Sindical dos Trabalhadores do Paraguai (CESITP).

Participam também Alba Carvalho, Doutora em Sociologia - Professora da UFC; Giovanni Alves, Doutor em Ciências Sociais - Professor da Unesp; Adelaide Gonçalves, Doutora em História - Professora da UFC, Carliana Isabel, Estudante da Ocupação UFC / DCE; Fabio Maia Sobral, Doutor em Filosofia - Professor da UFC, e Newton Albuquerque, Doutor em Direito - Professor da UFC.

Oficinas

Nas "Oficinas Temáticas Sindicalismo em Tempos de Crise", os mais de 200 participantes também terão a oportunidade de mergulhar na preparação de estratégias em negociação coletiva, orçamento público, dívida pública, justiça fiscal e organização sindical. A meta é que as discussões possam apontar alternativas para as adversidades colocadas e garantir conquistas para os trabalhadores das cidades do Ceará.

Não ao golpe

Ao longo da jornada a Federação vai abordar a necessidade de construir espaços de resistência e autonomia frente ao capital, denunciar o contexto político de golpe que vivemos e mostrar que é inadmissível o desmonte das ainda incipientes conquistas na construção de políticas públicas. A crítica direciona-se ainda ao governo Michel Temer, visto como ilegítimo e à serviço das classes dominantes.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Fetamce

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