Setor automotivo já demitiu 2 mil em Minas

O cenário acompanha a situação preocupante para o setor em todo o Brasil, visto que a própria Fiat, em Betim, tinha dado férias coletivas a 2 mil e seus funcionárias, no último mês, visando à contenção de gastos, e a Volkswagen concedeu férias a 4,5 mil trabalhadores, em sua unidade em Taubaté (SP), e só deve contar com seu quadro completo novamente no fim de abril; Com o fechamento de empresas de autopeças e a queda na produção das montadoras, outro setor atingido é o das concessionárias, que integram o terceiro setor da economia, o comércio

Brazilian workers polish Ford cars on a assembly line at Sao Bernardo do Campo Ford plant, near Sao Paulo August 13, 2013. The pace of vehicle production in Brazil slipped in July to the lowest daily rate in five months as factories, facing sagging consum
Brazilian workers polish Ford cars on a assembly line at Sao Bernardo do Campo Ford plant, near Sao Paulo August 13, 2013. The pace of vehicle production in Brazil slipped in July to the lowest daily rate in five months as factories, facing sagging consum (Foto: Luis Mauro Queiroz)

Pautando Minas - O setor automotivo, um dos carros-chefes da economia na região Central do estado, já demitiu mais de 2 mil pessoas. O fato se deve à crise na indústria, com acentuada queda de venda de carros no país. Os atingidos não estão apenas nas fábricas de automóveis, mas também nas lojas de autopeças, oficinas mecânicas e concessionárias de Minas Gerais. Em Itabirito, por exemplo, a fábrica de autopeças Delphi, que tinha a Fiat como cliente principal, fechará as portas e demitirá cerca de 800 funcionários.

O cenário acompanha a situação preocupante para o setor em todo o Brasil, visto que a própria Fiat, em Betim, tinha dado férias coletivas a 2 mil e seus funcionárias, no último mês, visando à contenção de gastos, e a Volkswagen concedeu férias a 4,5 mil trabalhadores, em sua unidade em Taubaté (SP), e só deve contar com seu quadro completo novamente no fim de abril.

Empresários e sindicatos temem uma reação em cadeia ao fechamento de tradicionais empresas que atuavam no estado, a exemplo da Delphi, que funcionava desde 1995 e encerrou suas atividades por considerar insustentável, a médio e longo prazo, a manutenção da produção. A empresa informou em nota que estudou a sustentabilidade de seu negócio, que produzia chicotes elétricos para toda a América do Sul. “A Delphi decidiu pela consolidação de sua operação, anunciando o encerramento das atividades da fábrica em Itabirito, com o objetivo de manter a competitividade do negócio e poder melhor atender aos seus clientes”, diz o texto. Segundo sindicatos do setor, o fechamento já era esperado, visto que a fábrica vinha periodicamente demitindo funcionários.

A Delphi, no entanto, possui outra unidade em Paraisópolis, Sul de Minas, que deve ser mantida e será, então, a principal unidade da empresa. A Prefeitura de Itabirito, por sua vez, tenta ainda encontrar uma nova marca para operar no terreno onde estava baseada a Delphi, mas ela não deve ser do setor automotivo. A saída da empresa consolida um total de 19 mil vagas fechadas pelo ramo de autopeças em todo o país.

Montadoras baseadas no estado, como a Fiat, em Betim, ou a Mercedes-Benz, em Juiz de Fora, não comentaram o fato.

Reação em cadeia atinge concessionárias

Com o fechamento de empresas de autopeças e a queda na produção das montadoras, outro setor atingido é o das concessionárias, que integram o terceiro setor da economia, o comércio. Desde o início do ano, três lojas foram fechadas em Belo Horizonte, uma da GM, outra da Citroën e uma terceira, da Peugeot. Teriam sido registradas mais de 500 demissões apenas na região Metropolitana da capital.

De acordo com sindicatos de comércio e revendedoras de automóveis no estado, entretanto, o máximo que as concessionárias poderiam cortar, em número de funcionários, já foi atingido, sendo a continuidade das demissões prejudicial para as lojas, que atingiriam a data-base estabelecida em negociação com as entidades classistas e estariam sujeitas a processo e multa no Ministério do Trabalho. Isso deve estancar a perda de trabalhadores no setor.

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